Pastor aparece em foto posada diante de fundo amarelo. (Foto: Divulgação)
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte do pastor André Inocêncio Moraes dos Santos, de 38 anos, que não resistiu após ser brutalmente espancado por traficantes na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste da cidade. O caso ocorreu no fim de semana e ganhou repercussão por envolver uma denúncia de abuso sexual que, segundo familiares, seria falsa.
De acordo com informações preliminares da investigação, André foi apontado por uma moradora da comunidade como autor de violência sexual contra a filha dela. A mulher teria levado a acusação diretamente aos criminosos que controlam a região, dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Após a denúncia, traficantes o capturaram e iniciaram uma sessão de agressões que terminou de forma fatal.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o pastor foi encaminhado à UPA de Senador Camará com diversas lesões graves pelo corpo. Ele chegou a receber atendimento emergencial, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi transferido para o Instituto Médico Legal (IML), onde exames irão detalhar a extensão das agressões.
A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que apura as circunstâncias da morte, colhe depoimentos de testemunhas e analisa a dinâmica do crime. A polícia também trabalha para confirmar se a acusação feita contra o pastor tem algum fundamento ou se foi utilizada como pretexto para justificar a ação dos traficantes.
Parentes e amigos de André Inocêncio afirmam que ele era inocente e rejeitam completamente a suspeita de abuso sexual. Segundo eles, o pastor era conhecido na comunidade por realizar trabalhos sociais e religiosos, e não havia qualquer histórico de comportamento que justificasse a denúncia.
A Polícia Militar informou que o 14º BPM (Bangu) não chegou a ser acionado durante o episódio, o que sugere que o caso ocorreu sem qualquer comunicação formal às autoridades na hora da agressão, prática comum em regiões dominadas pelo tráfico.
O episódio evidencia mais uma vez o funcionamento da chamada “justiça paralela” imposta por grupos criminosos em áreas dominadas por facções, onde decisões sobre conflitos locais, suspeitas e punições são tomadas à margem do Estado. Em muitos casos, acusações, verdadeiras ou não, resultam em espancamentos, expulsões ou mortes sem qualquer apuração legal.
A Polícia Civil segue investigando tanto a agressão quanto a origem da denúncia que motivou o ataque. Até o momento, nenhum suspeito de participar do homicídio foi identificado formalmente.
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