Vereador de Timbaúba, Josinaldo Junior ao lado da esposa, a empresária Gabriela Brito e Bruna, filha do casal. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
Nesta terça-feira, 2 de dezembro, o vereador de Timbaúba, Josinaldo Junior, e sua esposa, a empresária Gabriela Brito, protestam por justiça e cobram celeridade nas investigações que apuram a morte da filha do casal, Bruna Brito Barbosa de Araújo, de 4 anos, ocorrida em 13 de dezembro de 2024. O ato está previsto para começar às 9h, com concentração na Praça Miguel Cervantes, localizada na Ilha do Leite, área central do Recife. (veja vídeo abaixo)
A caminhada segue até a Unimed da capital pernambucana, unidade onde a criança morreu. Na época, os pais acreditavam que a menina tenha sido derrubada enquanto estava entubada após dar entrada com sintomas de resfriado e suspeita de amigdalite.
"Pedimos atenção às autoridades para que fiscalizem essas instituições, e para que muitas outras Brunas não partam precocemente", clama Gabriela nas redes sociais.
De acordo com a denúncia, a médica responsável inicialmente recomendou a aplicação de uma injeção de Benzetacil, mas os pais, após resistência, acabaram aceitando o tratamento. No entanto, mesmo após a aplicação, a criança não apresentou melhora significativa, o que levou os pais a retornarem à unidade no dia seguinte.
A mãe de Bruna relatou que, no terceiro dia de acompanhamento, a médica teria dito que a Benzetacil não era um "remédio para dor de cabeça", e que não resolveria o problema rapidamente.
"Ela não gostou que a gente estava divergindo da opinião dela", afirmou Gabriela.
Após o novo retorno à unidade, a médica orientou que Bruna fosse levada para uma Unidade de Pronto Atendimento. No entanto, o casal optou por buscar atendimento na Urgência de Otorrinolaringologia da Unimed, já que a criança estava sem se alimentar e debilitada. Lá, Bruna foi submetida a uma tomografia com sedação, mas a mãe estranhou a quantidade de sedativo administrado. Ela relatou que uma enfermeira teria dito que com aquela dose, Bruna estaria “em Nárnia há muito tempo”, e destacou que o exame durou mais de 4 horas, muito além do tempo normal de 20 minutos.
Gabriela também afirmou que, durante esse período, tentava acompanhar a situação da criança pela porta da sala de exame.
“Em cada momento que aquela porta se abria um pouquinho, a gente tentava ver pela brecha o que estava acontecendo. E a gente via, em muitos momentos, ela ajudando Bruna a respirar com aquela bomba", disse.
Após o longo tempo de espera, a menina foi transferida para a Emergência Pediátrica de ambulância. Lá, os profissionais ficaram surpresos ao ver que a criança estava extubada. Ela foi reentubada e levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante a transferência, uma enfermeira teria gritado e chamado uma médica, e foi possível ouvir um vazamento de oxigênio.
Gabriela acredita que a criança tenha sido derrubada, pois notou uma enfermeira com sangue no fardamento. Momentos depois, uma médica informou que Bruna havia falecido devido a uma hemorragia pulmonar, causa que a mãe questionou. Diante disso, o corpo da menor foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), e a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) foi acionada para investigar o caso.
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