Jovem e bebê mortos por pai de santo. Fotos: Reprodução e Polícia. Arte: Portal de Prefeitura
Kauany Martins Kosmalski, de 18 anos, foi assassinada no domingo, 20 de julho, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). Também foram mortos Miguel Martins Kosmalski, filho dela, de apenas dois meses, e Ariel Silva da Rosa, de 16 anos, amigo da jovem. O principal suspeito é um pai de santo com quem Kauany teria se relacionado.
De acordo com a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por ciúmes e medo de exposição. A delegada Marcela Smolenaars informou, em coletiva de imprensa, que o bebê seria fruto de uma gravidez indesejada, resultado do envolvimento do religioso com Kauany, ainda quando ela era menor de idade.
"A mulher, quando ainda tinha 17 anos, era fiel da religião e foi abduzida, em razão da religião, a ter relações sexuais com ele", explica a delegada Marcela Smolenaars.
O pai de santo é Jocemar Antunes de Almeida e a esposa dele é Belisia de Fátima da Silva, segundo a corporação. Ele assassinou o adolescente a facadas.
Segundo o depoimento, ela também esfaqueou Kauany, enquanto o marido matou Ariel. A mulher, no entanto, não detalhou como o bebê foi morto.
A decisão da esposa de confessar o crime ocorreu após moradores revoltados incendiarem a casa onde ela vivia com o marido e a filha do casal, de quatro anos.
As investigações ainda apuram como a jovem conheceu o pai de santo e onde vivia. Detalhes sobre a relação com o adolescente Ariel também seguem em apuração.
Dois adolescentes também foram apreendidos, um de 15 e outro de 17 anos, suspeitos de terem participado no crime. Eles teriam sido influenciados pelo pai de santo a ocultar os corpos das vítimas.
"Eles sequer conseguem entender que o que fizeram é errado devido à influência do pai de santo, líder da religião que eles participavam", diz a delegada.
O triplo homicídio aconteceu no domingo (20), mas os corpos só foram localizados dois dias depois, na terça-feira (22). As vítimas, Kauany Martins Kosmalski, de 18 anos, o bebê Miguel, de dois meses, e o adolescente Ariel Silva da Rosa, de 16, estavam em uma vala coberta por pedaços de madeira.
A tia de Kauany acionou a polícia após notar o desaparecimento da jovem. Na terça-feira, os policiais foram até a casa do pai de santo, que demonstrou nervosismo e acabou confessando o crime. Inicialmente, ele afirmou ter agido sozinho, isentando a esposa de qualquer participação e alegando que os adolescentes o ajudaram apenas a ocultar os corpos.
Foi o próprio suspeito quem indicou à polícia o local onde as vítimas estavam enterradas. Ele foi preso em flagrante, e dois adolescentes que estariam com ele no momento da ocultação foram apreendidos.
Segundo o relato do pai de santo, Kauany e Ariel foram mortos a facadas em um local previamente combinado, e depois os corpos foram transportados em um carro até o ponto onde foram enterrados.
Mais tarde, na noite de terça-feira, a casa da esposa do pai de santo foi incendiada por moradores revoltados. Após o caso ganhar repercussão e vir à tona que o bebê era filho biológico do pai de santo com Kauany, a mulher procurou a delegacia e confessou seu envolvimento nos assassinatos.
Ela relatou ter esfaqueado Kauany, enquanto o marido matou Ariel. Detalhes sobre a morte da criança ainda não foram esclarecidos pela investigação.
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