De acordo com o inquérito foi movimentou cerca de R$ 2,1 milhões entre outubro de 2024 e janeiro de 2026. Apesar disso, um dos réus tem renda declarada de R$ 2.125,09 por mês.
15 de julho de 2026 às 13:15 - Atualizado às 13:20
Operação Fragrância do Crime para desarticular uma organização criminosa investigada por furtos. Foto: Divulgação/PCPE
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na terça-feira, 14 de julho, a Operação Fragrância do Crime para desarticular uma organização criminosa investigada por furtos a instituições financeiras e estabelecimentos comerciais em diversos estados, além de suspeita de lavar milhões de reais obtidos com as ações criminosas.
A operação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Roubos e Furtos (DPRF), que iniciou as investigações em outubro de 2025. Ao todo, cerca de 70 policiais civis participaram da ação, que resultou no cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão.
Segundo a investigação, Lucas Barros Ferreira Souza, de 31 anos, é apontado como líder da organização criminosa. Ele está entre os alvos que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Outro investigado é Victor Henrique de Carvalho, conhecido como "Vitinho", também de 31 anos. Conforme a Polícia Civil, ele seria um dos principais executores dos furtos e responsável por abastecer financeiramente o grupo.
De acordo com o inquérito, Victor movimentou cerca de R$ 2,1 milhões entre outubro de 2024 e janeiro de 2026. Apesar disso, possui renda declarada de R$ 2.125,09 por mês. (Confira o vídeo abaixo)
Em fevereiro de 2025, Lucas Barros foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-101, no município de Alhandra, na Paraíba, enquanto transportava roupas sem nota fiscal.
Segundo a investigação, Victor seria proprietário de um Fiat Palio utilizado em um furto contra uma cooperativa financeira. Em depoimento, ele negou participação nos crimes, afirmou que vendeu o automóvel há mais de um ano e declarou que suas movimentações financeiras eram resultado da compra e venda de mercadorias.
A investigação também aponta que, em 2018, Victor foi denunciado pelo Ministério Público da Paraíba por participação em furtos a uma loja da Magazine Luiza, em Itabaiana (PB), ocorridos em julho de 2017.
Além dos furtos, a Polícia Civil apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Segundo relatórios de inteligência, o grupo utilizava a técnica conhecida como "smurfing", que consiste em fracionar grandes quantias em diversos depósitos menores para contas de terceiros e empresas de fachada, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos recursos.
De acordo com a investigação, Victor Henrique seria o responsável por centralizar e distribuir os valores entre os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil afirma que ele teria transferido mais de R$ 720 mil para outros investigados. Desse total, cerca de R$ 609 mil foram destinados a Paulo Vyctor dos Santos Silveira, de 21 anos, em aproximadamente 170 operações financeiras. Paulo Vyctor foi preso durante a operação.
Ainda segundo o inquérito, Willian Pessoa Serafim de Lima recebeu R$ 93,8 mil, enquanto Jefferson Santana de Souza recebeu R$ 19,7 mil.
Também tiveram a prisão preventiva decretada David Nóbrega de Lima, Jadeilson de Jesus Barbosa da Silva, Erik de Melo Silva, Diane Carneiro dos Santos, Williams Rafael do Carmo Moreira, Rosane do Nascimento Silva, Pablo Henrique Magalhães da Silva, Elisa Camila Barros da Silva e José Vicente da Silva Carneiro.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos e identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.
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