Ao todo, operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Salgadinho, Passira e Carpina, onde também foram apreendidos R$ 167 mil em dinheiro e R$ 165 mil em cheques.
09 de setembro de 2026 às 11:06 - Atualizado às 11:20
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), vinculado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Fotos: Acervo/MPPE
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), vinculado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), deflagrou, nesta quarta-feira, 9 de setembro, a Operação Dinastia. A ofensiva mira um grupo suspeito de envolvimento em crimes contra a administração pública no município de Salgadinho, no Agreste de Pernambuco.
Durante a ação, o prefeito de Salgadinho foi preso em flagrante. Segundo o MPPE, ele é suspeito de tentar atrapalhar o andamento das investigações e de envolvimento em lavagem de dinheiro. Na residência do gestor, as equipes encontraram aproximadamente R$ 580 mil em espécie.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Salgadinho e também nos municípios de Passira e Carpina. Em outro imóvel alvo da operação, os investigadores localizaram cerca de R$ 167 mil em dinheiro e R$ 165 mil em cheques.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens imóveis relacionados ao investigado apontado como líder da suposta organização criminosa.
Entre as medidas autorizadas judicialmente está o afastamento do prefeito de Salgadinho e da presidente da Câmara Municipal do município. A presidente do Legislativo é esposa do prefeito investigado.
De acordo com o Ministério Público de Pernambuco, a apuração indica que integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do município teriam se associado a servidores comissionados para estruturar um suposto esquema criminoso.
As suspeitas envolvem o desvio de recursos públicos por meio de possíveis irregularidades em licitações e um esquema conhecido como "rachadinha". Conforme as investigações, a prática poderia configurar o crime de peculato-desvio.
Ainda segundo o MPPE, os recursos que teriam sido obtidos de forma irregular eram posteriormente movimentados por meio de pessoas e empresas ligadas aos investigados, em um possível esquema de lavagem de dinheiro.
A Operação Dinastia conta com a participação do Gaeco e o apoio das Polícias Civil e Militar de Pernambuco. As medidas adotadas durante a ofensiva foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O caso continua sob investigação para identificar todos os envolvidos e esclarecer a dimensão das supostas irregularidades.
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