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Ônibus no Recife é incendiado e dupla deixa carta com denúncias de corrupção no Presídio de Igarassu

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o texto da carta afirma que a corrupção na unidade prisional "começou de novo".

Gabriel Alves

09 de outubro de 2025 às 08:49   - Atualizado às 08:49

Momento em que homens colocam fogo no ônibus.

Momento em que homens colocam fogo no ônibus. Foto: Reprodução

Na tarde da terça-feira, 7 de outubro, dois homens foram flagrados tocando fogo em um ônibus que faz a linha 723 - Cajueiro. O veículo, que estava estacionado no terminal de Cajueiro por volta das 17h20, na Rua Maria Cristina Tasso de Souza, situada na Zona Norte do Recife, registrou o incêndio sendo provocado. Porém, as chamas foram controladas pelo motorista e outro rodoviário. Ninguém se feriu.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, no momento da ação, a dupla deixou uma carta denunciando corrupção e violência no Presídio de Igarassu. Após ser procurada, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap-PE) informou que abriu um procedimento interno para apurar as denúncias da carta.

A empresa responsável pela linha do transporte, a Caxangá, registrou um boletim de ocorrência.

A mensagem, ainda segundo o Sindicato e endereçada à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirma que a corrupção na unidade prisional "começou de novo".

O texto diz que há um "chaveiro" (detento que comanda o acesso aos pavilhões), cobra taxas no valor de R$ 10,00 para realizar faxinas nas celas. O bilhete diz também que a entrada e venda de drogas são comuns no presídio com a ajuda de um "agente de saúde".

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Os presos que não pagam o custo recebem castigos físicos pelo chefe de segurança do local, que no texto e chamado de "Caveirinha".

"No dinheiro e no B.O., não pagar, é pau de barrote", diz o texto.

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), informou que não foi acionada mas recebeu "informes" sobre o que aconteceu e, como resposta, intensificou as rondas na região.

Já a Polícia Civil (PCPE), disse que o caso foi registrado na Central de Plantões da Capital (Ceplanc) e a Delegacia de Água Fria ficará a cargo das investigações.

Presídio de Igarassu

Em fevereiro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação La Catedral, que identificou uma organização criminosa composta por detentos e policiais penais atuando dentro do presídio. As acusações incluem tráfico de drogas, corrupção passiva, prevaricação, lavagem de dinheiro, favorecimento de presos, promoção da entrada de aparelhos telefônicos ilícitos e uso de sistemas internos para benefícios ilegais.

No mês de março, o Ministério Público Federal divulgou relatório de vistoria em 11 presídios de Pernambuco, destacando o Presídio de Igarassu como caso emblemático. As irregularidades constatadas incluem:

  • Superlotação que ultrapassa 400%, com cerca de 5.600 internos em espaço previsto para algo em torno de 1.200;
  • Venda de espaços para detentos dormirem: ou seja, presos pagando uns aos outros ou a servidores para garantir local de repouso;
  • Existência da figura do “chaveiro” ou “auxiliar de chaveiro”;
  • Mercantilização de itens básicos e regalias, festas privadas, uso de bebidas alcoólicas, acesso a garotas de programa, refeições especiais, celulares;
  • Produção de drogas dentro da unidade prisional, inclusive produção de pasta base de cocaína em espaço cultural institucional.

 

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