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Mulher é denunciada por matar a própria mãe após discussão sobre corte de cabelo

Crime foi classificado como feminicídio e teria ocorrido após discussão familiar; vítima já havia solicitado medida protetiva contra a filha.

Portal de Prefeitura

17 de fevereiro de 2026 às 16:58   - Atualizado às 17:06

Justiça de Goiás tornou ré Karem Murielly de Jesus Oliveira, de 34 anos, acusada de matar a própria mãe.

Justiça de Goiás tornou ré Karem Murielly de Jesus Oliveira, de 34 anos, acusada de matar a própria mãe. Foto: Reprodução

A Justiça de Goiás tornou ré Karem Murielly de Jesus Oliveira, de 34 anos, acusada de matar a própria mãe, Maria de Lourdes Alves de Jesus, de 62 anos, no dia 25 de janeiro. O crime teria ocorrido após uma discussão envolvendo o corte de cabelo da filha de Karem, neta da vítima.

De acordo com informações divulgadas pelo portal UOL, a denúncia do Ministério Público classificou o caso como feminicídio. O processo também inclui as qualificadoras de motivo fútil, crime cometido contra ascendente, já que a vítima era mãe da suspeita e coabitação, pois ambas moravam na mesma residência.

Segundo as investigações, Maria de Lourdes queria cortar o cabelo da neta, de 5 anos, o que teria gerado desentendimento entre mãe e filha. Durante a discussão, Karem desferiu golpes de faca contra a mãe, atingindo tórax, abdômen, braços e pernas.

Crime ocorreu na frente da criança

Ainda conforme as informações do inquérito, o crime foi cometido na presença da filha de Karem, de apenas 5 anos. A suspeita confessou o homicídio, mas alegou ter agido em legítima defesa. A versão apresentada por ela será analisada no decorrer da ação penal.

As investigações apontam que o relacionamento entre mãe e filha era marcado por conflitos frequentes. Maria de Lourdes teria, inclusive, solicitado anteriormente uma medida protetiva contra a filha. No entanto, a queixa foi retirada pouco tempo depois.

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Processo segue na Justiça

Com o recebimento da denúncia, Karem passou oficialmente à condição de ré e responderá ao processo criminal. Caso seja condenada por feminicídio, a pena pode variar de 12 a 30 anos de reclusão, podendo ser aumentada devido às qualificadoras apontadas.

O caso reacende o debate sobre violência doméstica e conflitos familiares que evoluem para situações extremas. A Justiça de Goiás seguirá com a instrução processual, ouvindo testemunhas e analisando provas para definir a responsabilidade penal da acusada.

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