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Metanol deixou advogado com sonolência extrema e alterações visuais antes de morrer, revela prima

Marcelo Macedo Lombardi, de 45 anos, teve complicações graves provocadas pela suspeita ingestão de bebida alcoólica adulterada.

Redação

30 de setembro de 2025 às 09:27   - Atualizado em 08 de outubro de 2025 às 00:14

Advogado Marcelo Macedo Lombardi.

Advogado Marcelo Macedo Lombardi. Foto: Divulgação

O advogado Marcelo Macedo Lombardi, de 45 anos, morreu em São Paulo após complicações graves provocadas pela suspeita ingestão de bebida alcoólica adulterada com metanol. A morte ocorreu no último domingo, 28 de setembro, em um hospital de São Bernardo do Campo, um dia depois de ele ser internado às pressas. O caso é o terceiro registrado no Estado apenas em setembro, em meio a uma série de investigações sobre produtos contaminados.

De acordo com familiares, Lombardi começou a sentir sintomas incomuns ainda na sexta-feira (26), data em que teria consumido a bebida. Os parentes não souberam informar se o produto foi adquirido em um bar ou em uma adega. No sábado (27), os sinais se agravaram e ele passou a relatar que enxergava um “clarão”, como se uma forte luz tomasse sua visão. A prima da vítima, Larissa Schuwarten, contou ao Estadão que o mal-estar incluía sonolência extrema e alterações visuais, sintomas associados à intoxicação por metanol.

O advogado buscou atendimento em um hospital de São Bernardo, mas já chegou em estado delicado. Segundo a família, ele estava tão debilitado que não conseguiu passar por hemodiálise, procedimento usado para tentar eliminar a substância tóxica do organismo. No dia seguinte, os órgãos começaram a falhar em sequência. Primeiro o fígado parou de funcionar, seguido dos rins. No início da tarde de domingo, os médicos confirmaram a morte. O corpo foi velado na noite de segunda-feira (29) em São Caetano e será enterrado nesta terça-feira (30) em São Bernardo do Campo.

A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou que Lombardi é a terceira vítima fatal em decorrência de possível contaminação por metanol. Os outros dois óbitos, de homens de 54 e 58 anos, ocorreram em São Paulo e também em São Bernardo do Campo. Além das mortes, o governo estadual investiga outros sete casos de intoxicação com características semelhantes.

Diante da gravidade da situação, equipes das secretarias estaduais da Saúde e da Segurança Pública (SSP) realizaram fiscalizações em bares e adegas nas regiões da Mooca e dos Jardins, em São Paulo. A ação resultou na apreensão de 117 garrafas sem rótulo e sem comprovação de procedência. O material foi encaminhado ao Instituto de Criminalística para perícia. Dois estabelecimentos foram autuados por irregularidades sanitárias. A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) levantou a hipótese de participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no esquema de adulteração das bebidas, tese que também é investigada.

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Na última semana, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) já havia emitido um alerta sobre nove casos de intoxicação identificados pelo Laboratório de Toxicologia Analítica do CIATox, em Campinas. Nesta segunda-feira (29), o MJSP confirmou os três óbitos suspeitos e elevou para dez o número total de ocorrências em análise. A pasta informou que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) enviará comunicados aos Procons de todo o país com orientações específicas sobre fiscalização da venda de bebidas alcoólicas.

O Ministério da Saúde também acompanha os desdobramentos e mantém diálogo com o governo paulista para monitorar a situação.

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