Um paciente alegou que o médico estaria bebendo vodka enquanto atendia na unidade de saúde e a equipe tentou esconder a situação.
Médico é afastado após ser acusado de ingerir bebida alcoólica durante plantão em pronto-socorro. Fotos: Reprodução
Um médico terceirizado foi afastado após ser denunciado por supostamente consumir bebida alcoólica durante plantão em um pronto-socorro de Praia Grande, no litoral de São Paulo.
O caso foi registrado como não criminal na Central de Polícia Judiciária de Praia Grande, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP). A identidade do profissional de saúde não foi divulgada e, por isso, a defesa não foi localizada.
Um paciente alegou, em denúncia feita ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que o médico estaria ingerindo bebida alcoólica no Pronto-Socorro Central de Praia Grande, no bairro Guilhermina. Ainda de acordo com ele, a equipe do pronto-socorro tentou esconder a situação.
"Fui até lá, abri o copo e acabou caindo vodka no colo de um rapaz que estava sentado. O cheiro era muito forte. Era vodka mesmo. Ele estava bebendo dentro do consultório. A gente viu tudo", relatou uma testemunha.
Procurada pela reportagem do Estadão, a prefeitura de Praia Grande afirmou que trata-se de um profissional terceirizado do pronto-socorro e que ele foi "prontamente afastado" após a denúncia.
"A Prefeitura reforça ainda que a medida não afetou os atendimentos da unidade e que o caso segue sendo apurado administrativamente", disse, em nota.
A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), gestora do Complexo Hospitalar Irmã Dulce afirmou que uma equipe, então, se deslocou para o local. Lá, foi recebida por outro médico de plantão, que informou ter comunicado o fato ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para as devidas apurações administrativas. O órgão comunicou que o médico foi prontamente afastado e teve sua escala substituída por outro profissional.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), por meio de nota, declarou que a ocorrência foi registrada como não criminal na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande.
"Os agentes compareceram ao local e foram recebidos por um médico de plantão, que informou ter comunicado o fato ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para as devidas apurações administrativas", informou a pasta.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Estadão Conteúdo
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