Durante o ato, os participantes caminharam pela Avenida Cais do Apolo carregando faixas e entoando palavras de ordem em defesa do direito à habitação.
28 de julho de 2026 às 16:08 - Atualizado às 18:20
Protesto por moradia no Recife. Foto: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco/Reprodução
Integrantes de movimentos populares realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira, 28 de julho, em frente à sede da Prefeitura do Recife, no Bairro do Recife. O ato reuniu dezenas de pessoas que reivindicam avanços na política habitacional e provocou a interdição da Avenida Cais do Apolo, afetando o trânsito na área central da capital pernambucana.
Durante o protesto, os participantes caminharam pela via carregando faixas e entoando palavras de ordem em defesa do direito à moradia. Entre os gritos mais repetidos estava o pedido por habitação popular: "Eu quero, eu quero moradinha sim!".

A interdição da pista no sentido Bairro do Recife impactou motoristas que seguiam pela Ponte do Limoeiro em direção ao Centro da cidade. Para minimizar os transtornos, agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) foram deslocados ao local para orientar condutores e organizar o fluxo de veículos.
O ato contou com a participação de representantes de diferentes movimentos ligados à luta por moradia, entre eles o Movimento de Liberdade Sem Teto (MLST).
Em nota, a Prefeitura do Recife informou que, desde 2021, a política habitacional do município já viabilizou mais de 7 mil unidades habitacionais, considerando empreendimentos entregues, obras em andamento, projetos aprovados pelo Programa Minha Casa, Minha Vida e iniciativas vinculadas à Parceria Público-Privada (PPP) Morar no Centro.
Segundo a administração municipal, a PPP prevê a implantação de 1.128 moradias na região central da cidade, com investimentos superiores a R$ 500 milhões ao longo de 25 anos. O projeto contempla a construção, requalificação e gestão de imóveis destinados à habitação social nos bairros de Santo Antônio, São José, Boa Vista e Cabanga.
A prefeitura também afirmou que mantém diálogo permanente com os movimentos sociais e reforçou que permanece aberta para discutir as demandas apresentadas pelas entidades.
Até a última atualização, não havia informação sobre o horário de liberação da Avenida Cais do Apolo, e o trânsito seguia sendo monitorado por equipes da CTTU.
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