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Maçonaria nega vínculo com empresário preso por matar gari

Depois de universidades como Harvard, USP e PUC negarem vínculo com Renê da Silva Nogueira Júnior, agora foi a vez da comunidade maçônica.

Eduarda Queiroz

19 de agosto de 2025 às 13:16   - Atualizado às 13:16

Renê da Silva Nogueira Júnior.

Renê da Silva Nogueira Júnior. Fotos: Reprodução

Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, preso por atirar e matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44, em Belo Horizonte, voltou a ser desmentido publicamente.

Depois de universidades como Harvard, USP e PUC negarem vínculo com o empresário, agora foi a vez da comunidade maçônica refutar qualquer ligação.

O homem havia se apresentado como maçom em uma entrevista à mídia da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira (OCIM), grupo do qual fazia parte até ser expulso na quarta-feira, 13 de agosto, dois dias após o crime. Na ocasião, disse:

"A grande luz da maçonaria, porque eu também sou maçom, a gente fala em ajudar os irmãos", declarou ao lado da esposa.

A Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, no entanto, emitiu nota oficial na terça-feira, 12 de agosto, para negar a informação:

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"Esclarecemos que o referido indivíduo não possui, e nunca possuiu, vínculo jurisdicional ou filiação. Adicionalmente, informamos que as imagens nas quais o Sr. Renê da Silva Nogueira Júnior aparece nas dependências do Templo Nobre de nossa instituição referem-se exclusivamente a evento promovido pela OCIM, entidade não vinculada à maçonaria, oportunidade em que nosso espaço foi cedido para a realização de evento de caráter público, não havendo qualquer relação de vinculação oficial."

A exclusão de Renê da OCIM foi justificada como uma medida para preservar a imagem da instituição e "repudiar atos de violência".

Harvard, USP e PUC desmente empresário

Três universidades desmentiram informações do currículo de René da Silva Nogueira Júnior, preso por suspeita de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte.

O empresário afirmava no LinkedIn ter formação em instituições como Harvard Business School, USP e PUC-Rio, mas as alegações não se confirmaram. Após o crime, o perfil dele na rede social foi retirado do ar.

Segundo reportagem do jornal O Tempo, René dizia ter estudado em Harvard, concluído mestrado em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e obtido MBA na PUC-Rio.

Em nota, a universidade americana afirmou não ter registros de que alguém com esse nome tenha se formado na instituição. A PUC-Rio também declarou ao jornal O Globo não localizar qualquer vínculo acadêmico com o executivo.

Já a Esalq informou que não encontrou trabalhos de pós-graduação em nome de René. A USP esclareceu que ele fez apenas um curso de especialização, concluído em outubro de 2020, sem vínculo com a Escola de Agricultura e sem equivalência a mestrado.

Caso de Renê

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior confessou à Polícia Civil que a arma usada para matar o gari Laudemir de Souza Fernandes pertence à esposa dele, a delegada Ana Paula Balbino Nogueira, integrante da corporação em Minas Gerais.

O crime ocorreu na manhã da segunda-feira, 11 de agosto, em Belo Horizonte (MG), durante uma discussão de trânsito, enquanto a vítima trabalhava na coleta de lixo.

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