Segundo relatos, animal apresentava comportamento agressivo e entrou em quarto de recém-nascido, sendo capturado após horas de buscas.
06 de outubro de 2026 às 16:10 - Atualizado às 16:33
Vítimas mostram ferimentos nas mãos causados pelo animal. Foto: COPPA/PMBA
Três moradores, um segurança e um policial militar ficaram feridos durante uma ocorrência envolvendo um macaco-prego em um condomínio na região da Avenida Paralela, em Salvador, nesta segunda-feira, 5 de outubro. O animal entrou em diferentes casas e mobilizou uma equipe da Companhia de Policiamento e Proteção Ambiental (Coppa).
Entre os episódios relatados pelos moradores estão a quebra de um box de vidro e a entrada do macaco em um quarto onde estava um bebê de apenas cinco dias. Não foi informado que o recém-nascido tenha sofrido ferimentos.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom), após relatos de que o animal estava invadindo os imóveis e apresentava comportamento agressivo.
As tentativas de localização e contenção começaram por volta das 11h. Durante a operação, o macaco pulou muros de várias residências e avançou contra pessoas e integrantes da equipe.
A captura foi concluída aproximadamente às 14h30. Os policiais utilizaram um puçá, espécie de rede empregada no manejo de animais, e luvas de couro para realizar a contenção.
Após ser imobilizado, o macaco foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). No local, especialistas informaram que ele estava debilitado e precisava de cuidados.
Segundo informações repassadas à equipe, o animal teria ingerido bebida alcoólica, álcool 70% e medicamentos encontrados em uma das casas. O relato foi apresentado como uma possível explicação para a agitação, mas não equivale a uma confirmação veterinária sobre a causa do comportamento.
Moradores também disseram que o macaco já havia escapado anteriormente e que outras ocorrências envolvendo o animal haviam motivado chamados à Coppa.
O policial militar mordido durante a ação foi levado à Unidade de Pronto Atendimento de Itapuã. A corporação informou que acompanha os cuidados prestados ao agente.
Os três moradores e o segurança foram encaminhados à Delegacia de Itapuã, onde prestaram depoimento e registraram o caso.
Ainda segundo relatos colhidos no condomínio, o macaco tem responsável identificado e seria mantido legalmente, com certificado de origem. O tutor não estava no local durante a ocorrência.
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