A apresentadora falou sobre o caso recentemente divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos ligados a Jeffrey Epstein, empresário condenado por crimes sexuais.
Luciana Gimenez. Foto: Reprodução/Redes sociais
A apresentadora Luciana Gimenez se pronunciou nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, após seu nome aparecer em documentos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos ligados a Jeffrey Epstein, empresário condenado por crimes sexuais. (Veja vídeo abaixo)
Ela publicou um vídeo em seu perfil, no qual rejeita qualquer envolvimento com o caso e se posiciona publicamente sobre a repercussão.
“Dito isso, eu tenho repúdio, ódio, nojo desse cidadão que se chama Jeffrey Epstein. É um cara repugnante, um cara que estuprava mulheres, um cara que mantinha pessoas em cárcere privadas e outras coisas que a gente nem sabe. Uma coisa horrorosa. E eu acordo e meu nome está envolvido com este cidadão de quinta categoria, esse lixo da humanidade”, afirmou a apresentadora no vídeo.
Vídeo:
Luciana explicou que os documentos referem-se a movimentações financeiras de todas as pessoas que tiveram contas em determinado banco em 2019 e não apenas a Epstein.
"Esses documentos são referentes a todas as movimentações das pessoas que tinham conta, neste dia, neste banco, em 2019, eu inclusive. Não é que são contas do Jeffrey Epstein. Eu acredito que devem ter também contas de pessoas suspeitas, mas esses documentos são de todas as pessoas que fizeram transações aleatórias, neste banco, neste dia, em Nova York", completou.
A apresentadora também falou sobre o impacto pessoal da situação:
“Meu filho foi dormir chorando ontem, com pesadelo, porque sofreu bullying no colégio. Todo mundo mandou para ele documentos falando da mãe dele. Dois filhos desesperados. Eu nunca, nunca fiz nada que pudesse macular a minha imagem. Eu não me envolvo em escândalo”, declarou.
Os registros divulgados mostram transferências atribuídas a Epstein com destino a Luciana Gimenez, totalizando cerca de 12 milhões de dólares ao longo de vários anos, incluindo algumas ocorridas pouco antes da prisão definitiva do empresário.
Contudo, os documentos não indicam qualquer envolvimento da apresentadora em práticas ilícitas nem esclarecem o motivo dos repasses, que não estão formalmente ligados às suas atividades profissionais, como agenciamento artístico ou de modelos.
Luciana Gimenez é apresentadora, empresária e ex-modelo brasileira que consolidou sua carreira na televisão ao longo das últimas décadas. Nascida em São Paulo, iniciou sua trajetória profissional no mundo da moda aos 13 anos, desfilando para grandes grifes internacionais em cidades como Paris, Milão e Nova York.
Sua transição definitiva para a comunicação ocorreu em 2001, quando assumiu o comando do programa de auditório Superpop, na RedeTV!. Ao longo de 25 anos na emissora, Gimenez tornou-se uma das principais figuras da programação, apresentando também o talk-show Luciana By Night.
Seu estilo de condução de entrevistas e a fluência em diversos idiomas permitiram que recebesse convidados de diferentes áreas, desde figuras políticas a celebridades internacionais.
No início de 2026, a trajetória de Luciana na RedeTV! chegou ao fim com o encerramento de seu contrato em comum acordo. Atualmente, o cenário televisivo brasileiro acompanha sua movimentação profissional, enquanto ela mantém presença ativa em plataformas digitais e em projetos voltados ao empreendedorismo.
No âmbito pessoal, é mãe de Lucas Jagger e Lorenzo Gabriel, sendo reconhecida também por sua presença frequente em eventos de moda e entretenimento global.
O caso Jeffrey Epstein voltou ao centro do debate internacional após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar mais de três milhões de páginas de documentos relacionados à investigação contra o bilionário acusado de comandar uma ampla rede de tráfico sexual de menores.
O material reúne registros judiciais, e-mails, depoimentos, imagens e vídeos que lançam nova luz sobre o esquema e sobre as pessoas que orbitavam o empresário.
Jeffrey Epstein foi acusado de abusar sexualmente de dezenas de meninas menores de idade no início dos anos 2000. Preso em julho de 2019, ele morreu um mês depois dentro da prisão.
As autoridades americanas concluíram que o empresário tirou a própria vida, encerrando a ação penal contra ele, mas não as investigações sobre outros possíveis envolvidos.
Segundo a acusação, entre 2002 e 2005, Epstein pagava centenas de dólares em dinheiro para que adolescentes fossem até suas propriedades, onde eram submetidas a atos sexuais. Algumas dessas jovens também eram coagidas a recrutar outras meninas, ampliando a rede de exploração.
O caso Jeffrey Epstein envolve denúncias de abusos ocorridos em diferentes locais, incluindo uma ilha particular no Caribe e mansões em Nova York, Flórida e Novo México. De acordo com o governo dos Estados Unidos, mais de 250 meninas menores de idade teriam sido exploradas sexualmente pelo bilionário ao longo dos anos.
As primeiras denúncias surgiram em 2005, em Palm Beach, na Flórida. À época, Epstein alegou que os encontros eram consensuais e afirmou acreditar que as jovens eram maiores de idade. Em 2008, ele firmou um acordo judicial, declarou-se culpado por exploração de menores e cumpriu apenas 13 meses de prisão, em regime controverso.
Esse acordo foi considerado ilegal por um juiz distrital em 2019, o que levou à nova prisão do empresário. Promotores federais argumentaram que a fortuna, os aviões privados e as conexões internacionais de Epstein representavam risco concreto de fuga.
Os novos documentos reforçam a dimensão do caso Jeffrey Epstein ao citar mais de 150 nomes de figuras públicas, empresários e políticos. Entre eles estão o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e o príncipe britânico Andrew. Ambos negam envolvimento direto nos crimes.
O atual presidente americano, Donald Trump, também aparece mencionado em diferentes registros. Há referência a uma denúncia antiga, posteriormente retirada, que ele nega veementemente. Apesar disso, documentos e fotos indicam que Trump e Epstein mantiveram proximidade social nas décadas de 1990 e 2000.
O Brasil surge em trechos relevantes dos documentos. E-mails e depoimentos apontam que Epstein teria contado com um “agente” no país para recrutar garotas menores de idade. Investigações jornalísticas indicam que dezenas de brasileiras teriam passado por propriedades do bilionário nos Estados Unidos.
Os arquivos também mencionam planos de Epstein para comprar uma agência de modelos no Brasil e criar um concurso de beleza, além de negociações envolvendo uma revista de moda. Citações aos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Lula aparecem em e-mails, mas, segundo os documentos, não têm relação direta com o esquema sexual.
A divulgação dos arquivos atende a uma lei sancionada em novembro pelo governo dos Estados Unidos, que determina a abertura completa do material da investigação. O objetivo é garantir transparência e responder à pressão pública em torno do caso Jeffrey Epstein, que segue provocando repercussão política, jurídica e social em vários países.
Mesmo após a morte do bilionário, procuradores afirmam que novas acusações contra terceiros ainda podem surgir com base nas informações agora tornadas públicas.
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Thales Machado atuava na Prefeitura de Itumbiara. Ele era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB). Após receber a notícia, o prefeito sofreu um infarto.
Thales Machado era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB), e escreveu, na noite da quarta-feira (11), uma carta aberta nas redes sociais.
As vendas de produtos eletrônicos eram feitas pela plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada.
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