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Justiça torna líder de grupo jovem réu por abusar oito adolescentes da Igreja Batista Filadélfia

Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.

Gabriel Alves

13 de fevereiro de 2026 às 15:15   - Atualizado às 15:15

Gabriel de Sá Campos, de 30 anos, réu por abusar adolescentes e Igreja Batista Filadélfia, onde ele era líder de grupo de jovens.

Gabriel de Sá Campos, de 30 anos, réu por abusar adolescentes e Igreja Batista Filadélfia, onde ele era líder de grupo de jovens. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

Preso temporariamente desde 19 de dezembro de 2025, Gabriel de Sá Campos, de 30 anos, se tornou réu pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) por abusar sexualmente de oito adolescentes frequentadores da Igreja Batista Filadélfia, localizada na região administrativa Guará II.

Na quarta-feira, 11 de fevereiro, Gabriel, tido como "serial estuprador", teve a prisão convertida para preventiva. Ele permanecia detido no Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil do DF (PCDF). O ex-líder do grupo de jovens responde pelos crime de estupro de vulnerável e importunação sexual.

Segundo investigações da 4ª Delegacia de Polícia, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas para poder cometer os abusos recorrente e premeditadamente contra os menores do sexo masculino.

Modus operandi

Foi identificado, ao longo da operação, um padrão sistemático de crimes com requintes de manipulação psicológica e um planejamento cuidadoso que duraram, ao menos, seis anos dentro da própria Igreja. A instituição religiosa oferecia um curso para adolescentes de "integridade sexual", cujo instrutor era o próprio réu. Ele se aproveitava do seu cargo para obter informações íntimas das vítimas, como vulnerabilidades emocionais.

É relatado que um dos abusos teria acontecido dentro da própria igreja, durante uma festa do pijama sob a responsabilidade de Gabriel. As denúncias afirmam também que o ex-líder chamava os menores para sua residência assistir filmes, pretexto utilizado para praticar os atos libidinosos.

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De acordo com os relatos, os adolescentes tinham as partes íntimas acariciadas pelo homem. Após se incomodarem e pedirem para ele parar, o suspeito continuava de forma insistente. Algumas das vítimas, para fugir das importunações, se escondiam no banheiro ou pediam para os pais irem buscá-los.

Vítimas

Entre as vítimas, todas do sexo masculino, duas eram iniciadas com idades de 10 e 12 anos; um terceiro adolescente cujo abusos duraram dos 13 até os 17 anos do jovem; e um quarto garoto, de 16. Os depoimentos informam que o homem criava vínculos com um dos alvos até cometer os atos. Depois que o menor se afastava, ele buscava e se aproximava de outro alvo.

Tendo em vista que os casos sob investigação teriam ocorrido desde 2019, a Justiça determinou busca e apreensão domiciliar, assim como quebra de sigilo telemático, quebra de sigilo telefônico dos últimos cinco anos, mais medidas protetivas: 

  • proibição de aproximação em um raio de 300 metros das vítimas;
  • afastamento imediato de todas as funções religiosas.

Conivência?

Após tomar conhecimento das acusações, em dezembro de 2024, o pai de Gabriel, que também é presidente da Igreja, além de pedir silêncio para os familiares, intitulou os casos como "ato involuntário" e "brincadeira".

Durante uma reunião de liderança em novembro do ano passado, um diácono caracterizou os atos como "mal-entendidos", pedindo um "pacto seguro" e afirmou que "problemas da igreja se resolvem na igreja, e não na polícia", tentando obstruir a Justiça.

Uma carta, escrita pelo próprio réu, teria sido lida na ocasião, informando que o suspeito se afastaria da congregação e do rol de membros da mesma. Porém, o mesmo continou frequentando os cultos e acessando áreas restritas apenas ao pessoal da igreja.

Dentro dos relatos, é apontado as condutas intimidadórias da mãe do ex-líder, que chegou a confrontar os menores sem a presença de responsáveis legais, acusando as vítimas de "falso testumunho" e com ameaças de processar as famílias.

Da redação do Portal com informações do Metrópoles.

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