Pernambuco, 13 de Setembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Juliana Marins: autópsia revela que brasileira morreu de múltiplos traumas

De acordo com os peritos, Juliana sobreviveu por no máximo 15 minutos após a queda, sem possibilidade de locomoção ou reação eficaz.

Gabriel Alves

09 de julho de 2025 às 08:11   - Atualizado às 08:19

Juliana Marins, publicitária de 26 anos.

Juliana Marins, publicitária de 26 anos. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) confirmou que Juliana Marins, a publicitária de 26 anos, morreu em devido a múltiplos traumas causados por uma queda de altura durante a trilha em um vulcão na Indonésia. O laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) indica que a causa imediata foi hemorragia interna provocada por lesões poliviscerais e politraumatismo, compatíveis com impacto de alta energia cinética.

De acordo com os peritos, Juliana sobreviveu por no máximo 15 minutos após a queda, sem possibilidade de locomoção ou reação eficaz. O laudo também aponta que, embora os ferimentos tenham sido letais em curto prazo, é possível que a jovem tenha enfrentado um período de sofrimento físico e psíquico antes da morte.

“Pode ter havido um período agonal antes da queda fatal, gerando sofrimento físico e psíquico, com intenso estresse endócrino, metabólico e imunológico ao trauma”, afirma um trecho do relatório.

A perícia brasileira reforça conclusões de um laudo anterior realizado na Indonésia, segundo o qual a publicitária teria morrido cerca de 20 minutos após a queda e não teria sofrido de hipotermia. No entanto, a data exata da morte não pôde ser determinada com precisão, já que o corpo chegou ao IML brasileiro já embalsamado.

O resgate durou quase quatro dias, durante os quais o corpo da vítima foi avistado em diferentes altitudes: inicialmente a 200 metros, depois a 400 metros e, por fim, encontrado por equipes de resgate a cerca de 600 metros de profundidade.

Veja Também

O exame descarta sinais de violência física anterior à queda, como contenção, luta ou tortura, mas identificou marcas compatíveis com deslocamento do corpo após o impacto, possivelmente devido à inclinação do terreno. Os ferimentos atingiram regiões vitais como crânio, tórax, abdômen, pelve, membros e coluna.

A perícia também concluiu que fatores como estresse extremo, isolamento e ambiente hostil podem ter contribuído para a desorientação de Juliana, dificultando sua capacidade de tomar decisões antes da queda. Foram identificadas lesões musculares e ressecamento ocular, mas não havia sinais de desnutrição, fadiga extrema ou uso de drogas ilícitas.

Indagada pela família sobre a possibilidade de a morte ter sido evitada com atendimento imediato, a equipe pericial afirmou que os elementos para essa avaliação foram comprometidos pelas condições do corpo e do contexto do resgate.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

05:08, 13 Set

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Policial militar.
Evento

Recife realiza Parada da Diversidade neste domingo (13), com quase 500 profissionais da segurança, garante SDS

Operação terá 477 lançamentos das forças de segurança, com drones, helicóptero e reconhecimento facial em Boa Viagem.

Viatura da PMPE.
Acidente

Viatura da PM bate em residência durante perseguição a motociclistas no Recife

Três policiais estavam no veículo, foram socorridos e permanecem em acompanhamento médico, segundo a corporação.

Fachada do IML, no Recife.
Perda

Bebê de um ano morre afogado após cair em cisterna no Agreste de Pernambuco

Criança foi encontrada pela mãe dentro do reservatório após desaparecer durante a realização de afazeres domésticos.

mais notícias

+

Newsletter