Com o propósito de cobrir o jogo entre Cruzeiro e Atlético-MG, a jornalista diz que saiu um dia anterior da partida para conhecer a cidade quando sofreu as agressões verbais.
Giovanna Moura, jornalista esportiva. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
A jornalista esportiva Giovanna Marques Moura, que também atua como influenciadora digital nas redes sociais, relatou em um vídeo ter sido vítima de xenofobia durante sua estadia em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, com mais dois colegas de trabalho, para cobrir o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG. Quando partia para conhecer o município na quarta-feira, 10 de setembro, os três foram alvos do crime. (veja vídeo abaixo)
Nascida na cidade do Recife, em Pernambuco, a profissional conta que após um motorista por aplicativo aceitar a corrida do hotel em que estavam e iniciar o trajeto, sem cumprimentar os passageiros, perguntou de onde o trio seria. Logo depois de responderem que eram recifenses, o condutor parou o veículo e pediu para saírem.
"Ah não, podem ir embora! A gente não precisa de mais nordestinos aqui não. Podem voltar para sua terra", conta Giovanna.
Surpresos e sem reação, os três saem do carro e, ao chegar no destino através de outro motorista, a jornalista afirma que fez uma denúncia na plataforma mas não conseguiu gravar o ato por ter acontecido de repente.
O atacante Igor Bolt, do Náutico, denunciou ter sido vítima de racismo por parte de um torcedor do Brusque após a vitória por 1 a 0 da equipe alvirrubra no último domingo, 7 de setembro, pela primeira rodada do quadrangular de acesso da Série C.
Segundo relato do jogador, ele foi chamado de “macaco”. A acusação foi registrada e, conforme informou o clube pernambucano em nota oficial, o agressor foi identificado e entregue às autoridades.
"O Clube Náutico Capibaribe vem a público se solidarizar com o atleta Igor Bolt, que sofreu um ataque racista durante a partida contra o Brusque, no estádio Augusto Bauer, em Santa Catarina.
O clube informa que o agressor foi identificado e entregue às autoridades. Bolt se dirigiu à delegacia do estádio onde foi feito boletim de ocorrência.
O Náutico prestará todo apoio possível e necessário ao atleta. É inaceitável tamanho ato de racismo. Nenhum esforço será poupado para que o racista seja responsabilizado e responda pelos seus atos."
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