Doenças associadas a alimentação de péssima qualidade nutricional. Foto: Divulgação/ IA
No Brasil, um simples hábito diário do que colocamos no prato pode ser a diferença entre a saúde e o adoecimento. Infarto, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer têm algo em comum além da gravidade: todos estão diretamente ligados à alimentação.
Embora pareça uma escolha individual e rotineira, comer muito sal, açúcar, alimentos ultraprocessados e poucas fibras está custando vidas. Literalmente.
Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, são responsáveis por cerca de 30% das mortes anuais no país. A maior parte desses casos está relacionada a dietas ricas em sódio e gorduras ruins, somadas ao sedentarismo.
A diabetes tipo 2, por exemplo, já atinge mais de 16 milhões de brasileiros. A doença, que pode levar à amputação de membros, cegueira e morte precoce, é fortemente associada ao consumo excessivo de açúcar, refrigerantes e carboidratos simples.
Quando o assunto é câncer, nem sempre pensamos na alimentação como fator de risco. Mas ela é. Tumores no intestino (colorretal), estômago e esôfago têm sido associados ao consumo frequente de carnes processadas, embutidos e dietas pobres em fibras. O câncer colorretal, inclusive, está entre os que mais matam no país — e poderia ser, em muitos casos, evitado com uma dieta mais equilibrada.
A obesidade, que hoje afeta um quarto da população adulta, é o elo entre várias dessas doenças. Embora não mate diretamente, ela multiplica o risco de problemas cardiovasculares, diabetes e diversos tipos de câncer. E o problema cresce: mais de 60% dos brasileiros já estão acima do peso, segundo dados da Vigitel.
A boa notícia? Mudar os hábitos alimentares pode salvar vidas. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras é capaz de prevenir (ou controlar) essas doenças silenciosas. Reduzir o consumo de ultraprocessados, sal e açúcar é um passo simples, mas poderoso.
Especialistas afirmam que o Brasil enfrenta não só uma crise de saúde, mas também uma crise alimentar. O acesso a comida de verdade, especialmente nas regiões mais pobres, ainda é um desafio. Por isso, além das escolhas individuais, políticas públicas, educação nutricional e combate à desigualdade são essenciais.
No fim das contas, a pergunta é simples, mas poderosa: o que você está colocando no seu prato hoje está te nutrindo ou te adoecendo?
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