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Homem se vinga e mata ex-colega 50 anos depois por trote na época da escola

Ericsson, então com 73 anos, foi até a residência de Johnson, de 72, tocou a campainha e, após confirmar a identidade do homem, disparou duas vezes em seu rosto.

Isabella Lopes

21 de outubro de 2025 às 17:15   - Atualizado às 17:18

Carl Ericsson

Carl Ericsson Foto: Reprodução.

Um crime que aconteceu há mais de uma década em Dakota do Sul, nos Estados Unidos, voltou a gerar comoção nas redes sociais. A história de Carl V. Ericsson, que assassinou o ex-colega Norman Johnson em 2012 como vingança por um trote ocorrido 50 anos antes.

O caso, considerado um dos mais incomuns do estado, aconteceu em janeiro de 2012, na cidade de Madison. Ericsson, então com 73 anos, foi até a residência de Johnson, de 72, tocou a campainha e, após confirmar a identidade do homem, disparou duas vezes em seu rosto. A vítima, que era professor e treinador aposentado da Madison High School, morreu no local.

Motivo do crime

Durante o julgamento, Carl Ericsson confessou o assassinato e relatou que o crime foi motivado por um episódio de humilhação na juventude. Segundo o depoimento, quando ainda era estudante, Norman Johnson colocou um equipamento esportivo sobre sua cabeça em público, dentro do vestiário da escola, o que provocou risadas entre os colegas.

Ericsson afirmou que o constrangimento o perseguiu por toda a vida, e que nunca conseguiu superar o sentimento de vergonha e raiva. Mesmo sem contato com Johnson desde o ensino médio, ele teria alimentado o ressentimento por décadas até cometer o crime.

Julgamento e repercussão

O tribunal considerou Ericsson culpado por homicídio doloso. Ele recebeu pena de prisão perpétua sem direito à liberdade condicional. Um laudo psiquiátrico apresentado ao processo apontou que o réu sofria de depressão grave e ansiedade recorrente, o que agravava seu estado emocional.

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O promotor Christopher Giles declarou que o crime abalou a cidade de Madison, conhecida por ser uma comunidade pacata. Moradores expressaram espanto e descreveram Johnson como um educador dedicado e respeitado.

“Meu pai sempre foi admirado por ex-alunos e colegas. Ericsson foi ciumento dele a vida inteira”, disse Beth Johnson, filha da vítima, durante a audiência.

De acordo com reportagens do Los Angeles Times e da CBS News, Carl Ericsson trabalhou durante a vida adulta no setor de seguros e vivia sozinho em Watertown, cidade próxima ao local do crime. O caso passou a ser citado em estudos de psicologia criminal nos Estados Unidos como um exemplo de como traumas e rancores antigos podem se transformar em comportamentos violentos, mesmo após décadas de aparente normalidade.

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