O crime aconteceu em 9 de dezembro de 2025, no bairro de Cajueiro Seco. Segundo os autos, Priscila foi morta a facadas na frente dos filhos.
30 de setembro de 2026 às 10:16 - Atualizado às 10:20
Homem é condenado a 47 anos de prisão por matar a ex-companheira a facadas em Jaboatão. Foto: Reprodução
José Robson da Silva, de 34 anos, foi condenado a 47 anos e 15 dias de prisão pelo assassinato da ex-companheira, a técnica de enfermagem Priscila Carma Pimentel, de 32 anos, e pela tentativa de homicídio contra a prima dela, Voneide Gomes da Silva Santana. A sentença foi proferida na tarde desta terça-feira, 29 de setembro, após uma sessão do Tribunal do Júri em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.
O feminicídio aconteceu em 9 de dezembro de 2025, no bairro de Cajueiro Seco. Segundo os autos, Priscila foi morta a facadas na frente dos filhos. O crime ocorreu seis meses depois de a mulher ter encerrado o relacionamento com José Robson.
O julgamento foi realizado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes e presidido pela juíza Izabela Miranda Carvalhais de Barros Vieira. Além do feminicídio, os jurados analisaram a tentativa de homicídio contra Voneide, que era prima e vizinha de Priscila.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Voneide estava na residência de Priscila na noite do crime e também foi alvo de golpes de faca. A sessão teve início por volta das 9h e terminou às 15h. Os depoimentos das três testemunhas que participariam do processo foram dispensados pela defesa.
Pelo feminicídio da ex-companheira, José Robson recebeu pena de 43 anos, seis meses e 15 dias de reclusão. Já pela tentativa de homicídio contra Voneide, foram determinados mais três anos e seis meses de reclusão.
Além da pena de prisão, a decisão judicial determinou que José Robson fica incapaz de exercer o poder familiar em relação aos filhos. Segundo familiares, Priscila tinha seis filhos, sendo cinco deles com o homem condenado.
A sentença também estabeleceu o pagamento de uma indenização por danos morais equivalente a 10 salários mínimos em favor da família da vítima.
José Robson havia sido preso em flagrante após o crime e aguardava o julgamento no Presídio de Itaquitinga, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Até a última atualização do caso, a Vara de Execuções Penais não havia informado para qual unidade prisional ele será levado após a condenação.
Segundo o TJPE, ao final da sessão de julgamento, a defesa entrou com um recurso de apelação contra a decisão judicial.
De acordo com relatos apresentados durante a investigação, Priscila vinha recebendo ameaças do ex-companheiro antes do assassinato. A irmã da vítima, Paloma Lauriane Pimentel, relatou à TV Globo que Priscila havia deixado um pen drive com registros das ameaças feitas por José Robson.
Entre os materiais, havia um áudio enviado dias antes do crime, no qual o homem ofendia a ex-companheira e fazia referência à denúncia que ela havia registrado na polícia.
O assassinato ocorreu na casa da filha adolescente de Priscila, em Cajueiro Seco. Na ocasião, dois dos seis filhos da vítima estavam no imóvel, entre eles uma adolescente grávida.
Após a denúncia do crime, policiais localizaram José Robson nas proximidades do Fórum Desembargador Henrique Capitulino, na BR-101, no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes. Ele foi preso em flagrante e, depois de passar por audiência de custódia em 10 de dezembro de 2025, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
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