Ex-atleta e momento da agressão. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
O ex-atleta da Liga Nacional de Basquete, Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, após ser preso preventivamente por agredir Juliana Soares, de 35 anos, com 61 socos dentro de um elevador, recebeu mais de 1.500 e-mails de mulheres com interesse em contato romântico e afetivo.
Os exatos 1.542 e-mails, recebidos pelo portal "EM OFF", apresentavam mensagens como "ele merece amor e compreensão", ou ofertas de apoio emocional. Outras, pediam ajuda para visitar Igor ou estabelecer algum tipo de contato direto com o agressor.
O caso ocorreu no último sábado, 26 de julho, no bairro da Ponte Negra, na orla de Natal.
O porteiro do prédio, ao ver toda a ação filmada por câmeras de segurança de dentro do equipamento, acionou imediatamente a policia. Nas imagens, é possível ver os dois tendo uma discussão e, após a porta do elevador fechar, Igor começa a agredir a vítima com uma sequência de socos, deixando a mulher caída no chão e sem reação.
O agressor foi contido por moradores assim que o elevador chegou ao térreo e, em seguida, preso em flagrante.
De acordo com a amiga da vítima, a motivação do ataque teria sido uma crise de ciúmes do agressor.
Igor foi indiciado e responderá por tentativa de feminicídio. A vítima teve diversos ferimentos, como múltiplas fraturas causadas no rosto e maxilar. A mulher foi levada para o Hospital Walfredo Gurgel, onde passará por uma cirurgia de correção. Por causa da gravidade das lesões, ela ainda não foi ouvida pela polícia.
Para a delegada Especializada em Atendimento à Mulher de Natal que investiga o caso, Victória Lisboa, a versão do ex-atleta não convenceu.
"O depoimento dele foi bem sucinto, ele justificou essa situação de claustrofobia que, querendo ou não, estava no elevador; o que a meu ver não é nenhuma justificativa para o que foi feito. Ele ainda falou ser autista, e fora isso não deu mais nenhum outro detalhe", disse a delegada.
2
20:10, 13 Fev
26
°c
Fonte: OpenWeather
Recurso tenta derrubar decisão que manteve marca ligada ao tradicional bloco carnavalesco.
Familiares afirmam que a garota havia saído de casa acompanhada do pai com a intenção de ir a uma pizzaria, mas o homem retornou sozinho.
Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
mais notícias
+