Segundo depoimento, os profissionais da ambulância precisaram cortar parte do equipamento preso ao corpo da vítima para tentar utilizar um desfibrilador.
15 de junho de 2026 às 13:40 - Atualizado às 13:42
Salto de rope jump de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma enfermeira de 26 anos que se preparava para realizar um salto de rope jump logo após Maria Eduarda Rodrigues de Freitas prestou depoimento à Polícia Civil e relatou os momentos que sucederam o acidente que resultou na morte da jovem.
Identificada como Rayza Gabrieli Dias Delfino, a profissional afirmou que desceu da ponte para prestar socorro à vítima logo após a queda. Segundo o relato, Maria Eduarda ainda apresentava sinais vitais quando foi encontrada.
De acordo com o depoimento, a enfermeira verificou a pulsação da jovem e iniciou manobras de reanimação ao perceber que ela estava com os sinais vitais muito fracos.
"Ela estava dando aquele suspiro de pós-morte. Eu peguei, chequei, ela estava com um pulso bem fraco. Eu comecei a massagem e parou [a pulsação]", relatou à polícia.
Rayza contou ainda que Maria Eduarda estava utilizando um equipamento de segurança preso à região da cintura e do abdômen, porém sem a corda principal que deveria sustentar o salto. Ela permaneceu realizando os primeiros socorros até a chegada da equipe de resgate.
Segundo o depoimento, os profissionais da ambulância precisaram cortar parte do equipamento preso ao corpo da vítima para tentar utilizar um desfibrilador. Apesar das tentativas de reanimação, a jovem não resistiu.
A testemunha informou à Polícia Civil que seria a 42ª pessoa a realizar o salto naquele dia. Enquanto aguardava sua vez, ela utilizava o celular para registrar a preparação de Maria Eduarda. Rayza relatou que estava concentrada na expectativa de realizar o próprio salto e, por isso, não observou detalhadamente os procedimentos adotados pelos instrutores durante a preparação da vítima.
Segundo a enfermeira, ela percebeu que algo estava errado apenas após a queda, quando ouviu pessoas próximas gritarem que a corda não havia sido colocada. Ao notar o desespero de um amigo que acompanhava Maria Eduarda na plataforma, a profissional pediu que ele a conduzisse até o local onde a vítima havia caído para que pudesse prestar os primeiros socorros.
O caso aconteceu durante uma atividade de rope jump realizada em uma ponte. Imagens que circulam nas redes sociais mostram Maria Eduarda sendo conduzida por três funcionários até a extremidade da plataforma momentos antes do salto.
Após ser impulsionada, a jovem caiu de uma altura aproximada de 40 metros. Logo em seguida, pessoas presentes no local começaram a gritar ao perceber que a corda principal de segurança não estava conectada ao equipamento.
Segundo a Polícia Civil, a corda que deveria sustentar a queda permaneceu enrolada na estrutura da ponte e não foi presa ao sistema de segurança utilizado pela vítima. As investigações também apontam que uma testemunha relatou a ausência da checagem final dos equipamentos antes da liberação do salto.
Os três instrutores responsáveis pela atividade foram presos e prestaram depoimento. Conforme informações da delegada responsável pelo caso, nenhum deles conseguiu explicar como ocorreu a falha que levou ao acidente.
Ainda segundo a autoridade policial, os instrutores afirmaram não se lembrar de quem era a responsabilidade de instalar a corda principal nem por qual motivo a conferência final dos equipamentos não foi realizada antes de Maria Eduarda ser lançada da plataforma.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias do acidente e apurar eventuais responsabilidades pela morte da jovem.
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