Corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, em elevador antes de desaparecer e local de mata onde corpo foi encontrado. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, morreu após ser atingida por um tiro na cabeça, conforme atestado de óbito. O advogado da família, Plínio Mendonça, confirmou que a vítima foi baleada e teve como causa da morte um traumatismo cranioencefálico, em decorrência do disparo, ocorrido em Caldas Novas, Goiás.
Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro e foi localizada sem vida 43 dias depois, em uma área de mata. O síndico do prédio onde ela residia, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou a autoria do crime.
Segundo a declaração de óbito, a morte foi provocada por “traumatismo cranioencefálico” causado por “projéteis de arma de fogo”. O documento não informa o horário exato do óbito.
Ainda de acordo com o registro oficial, o corpo da corretora foi encontrado em um terreno baldio. Durante as investigações, Cléber demonstrou aos policiais conhecimento detalhado da área e indicou com precisão o local onde o corpo de Daiane estava escondido.
Após a localização do corpo, ainda durante a madrugada, o síndico e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos sob suspeita de envolvimento no homicídio.
A denúncia aponta que o síndico é acusado de perseguir a mulher entre fevereiro e outubro do ano passado. As perseguições tiveram início em novembro de 2024, após ambos se desentenderem.
As prisões foram efetuadas na manhã da quarta-feira, 28 de janeiro, por equipes do Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, do Grupo de Investigação de Desaparecidos e da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios, que atuaram de forma integrada na apuração do caso.
O desaparecimento da corretora ganhou grande repercussão em Goiás devido às circunstâncias consideradas atípicas desde o início das investigações. Daiane foi vista pela última vez no elevador do condomínio onde residia, o Amethist Tower. Segundo a apuração policial, ela desceu até o subsolo do edifício após relatar uma queda de energia em seu apartamento.
As investigações apontam que a corretora não tinha intenção de deixar o prédio naquele momento, o que é reforçado pelo fato de a porta do apartamento ter sido encontrada destrancada. Imagens das câmeras de segurança mostram Daiane conversando com o porteiro e, em seguida, entrando no elevador. No entanto, os registros do subsolo apresentam um corte de aproximadamente dois minutos, período considerado crucial para a elucidação do caso.
Outro elemento relevante é que Daiane costumava gravar vídeos durante seus deslocamentos para uma amiga. Um desses registros foi feito no subsolo do condomínio, mas o arquivo nunca chegou a ser enviado. Também não há imagens que mostrem a corretora saindo do edifício ou retornando ao seu andar.
Em janeiro deste ano, diante dos indícios reunidos, o caso deixou de ser tratado como desaparecimento e passou a ser investigado como homicídio. A partir disso, o Grupo de Investigação de Homicídios assumiu a condução do inquérito, montou uma força-tarefa e intensificou as diligências, que resultaram na descoberta do corpo e nas prisões dos suspeitos.
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