Comando Vermelho no Centro do Recife. Foto: Cortesia/Portal de Prefeitura
Uma pichação com a inscrição “1º Comando Vermelho” em um banco instalado na Rua da Moeda, no Centro do Recife, levantou preocupações sobre a presença da facção criminosa na região.
A imagem do banco foi enviada ao Portal de Prefeitura, que registrou o caso. Ainda não há informações sobre quando a marcação foi feita, mas o episódio acendeu o alerta para a possível atuação do grupo em uma das áreas mais movimentadas e turísticas da capital pernambucana.
O Comando Vermelho, criado no Rio de Janeiro, é conhecido por marcar territórios por meio de pichações e por impor regras a comunidades sob seu controle. Essa prática, que há décadas é registrada em diferentes pontos do estado fluminense, já vem sendo relatada em bairros do Recife nos últimos meses.
No Ibura, Zona Sul da cidade, moradores afirmaram ter recebido avisos para não contratarem serviços de internet de empresas que não pagam uma taxa ao tráfico. Além da proibição, relatos indicam que houve ameaças diretas, com o recado de que “todos estão sabendo”. Essa estratégia, segundo especialistas em segurança, faz parte do modus operandi do grupo para consolidar domínio e intimidar a população.
A chegada de símbolos ligados ao Comando Vermelho ao Centro do Recife preocupa não apenas por ser um sinal de presença criminosa, mas também pelo local onde ocorreu. A Rua da Moeda fica próxima ao Marco Zero, que atrai turistas e moradores para bares, eventos culturais e apresentações artísticas.
Embora as pichações por si só não confirmem a presença estruturada da facção, elas funcionam como mensagem simbólica, indicando uma tentativa de afirmação territorial.
O caso da Rua da Moeda ainda não teve posicionamento oficial de órgãos de segurança sobre investigação ou retirada da pichação.
Com a repetição de práticas associadas ao Comando Vermelho em diferentes pontos do Recife, o desafio das autoridades é agir para evitar que o crime organizado consolide presença na cidade.
As pichações e as ameaças a prestadores de serviços mostram que, mesmo sem confrontos armados visíveis, há sinais de avanço de um modelo criminoso já bem conhecido em outros estados.
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16:51, 13 Fev
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Familiares afirmam que a garota havia saído de casa acompanhada do pai com a intenção de ir a uma pizzaria, mas o homem retornou sozinho.
Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
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