Fenômeno ligado ao cometa Halley poderá ser visto a olho nu, mas luminosidade e condições do tempo influenciam a experiência.
20 de outubro de 2026 às 14:49 - Atualizado às 14:54
Chuva de meteoros Orionídeas atingirá sua máxima atividade na quarta-feira (21). Foto: Nasa
O Nordeste e o Norte terão condições mais favoráveis para observar a chuva de meteoros Orionídeas, que chega ao período de maior atividade nesta semana. O fenômeno poderá ser acompanhado em todo o Brasil, incluindo Pernambuco, desde que o céu esteja sem nuvens e o local tenha pouca iluminação.
A vantagem dessas duas regiões está relacionada à posição do radiante, ponto do céu de onde os meteoros parecem surgir. Essa região fica mais alta no céu para os observadores do Norte e do Nordeste, favorecendo a visualização. A condição, porém, não elimina a interferência das luzes urbanas, do luar e da nebulosidade.
O calendário da Organização Internacional de Meteoros (IMO) indica o máximo de atividade em 21 de outubro. A Nasa destaca a noite de quarta-feira (21) para quinta-feira (22) como a noite de pico. As Orionídeas permanecem ativas até 7 de novembro, com intensidade variável ao longo desse período.
A segunda metade da madrugada, antes do amanhecer, oferece uma oportunidade para acompanhar os rastros luminosos. Neste ano, a Lua estará bastante iluminada e poderá dificultar a percepção dos meteoros mais fracos enquanto permanecer acima do horizonte.
Por isso, a orientação é aproveitar o intervalo após o pôr da Lua. O horário varia entre as cidades e conforme a noite de observação, não sendo o mesmo para todo o território brasileiro.
A IMO estima uma taxa de 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais. Isso não significa que todos os observadores conseguirão identificar essa quantidade, sobretudo em áreas urbanas ou com presença de nuvens.
A observação é feita a olho nu. Procure um lugar seguro, com visão ampla do céu e distante de postes, fachadas iluminadas e outras fontes intensas de luz.
A Nasa recomenda que, no Hemisfério Sul, o observador se deite com os pés voltados para o nordeste. É importante reservar cerca de 30 minutos para que os olhos se adaptem à escuridão.
Embora o nome da chuva faça referência à constelação de Órion, os meteoros podem aparecer em diferentes pontos. Por isso, o ideal é observar uma área ampla, sem fixar o olhar apenas na constelação.
As Orionídeas surgem quando a Terra atravessa partículas deixadas pelo cometa Halley. Ao entrar na atmosfera, esses fragmentos se desintegram e produzem rastros luminosos.
Os meteoros dessa chuva atingem aproximadamente 66 quilômetros por segundo. Sua velocidade pode produzir trilhas que permanecem visíveis por alguns segundos, mesmo depois da passagem do clarão principal.
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