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Vídeo: Cláudio Castro "desafia alguém a portar um fuzil em Paris e ficar vivo por 30 segundos"

A fala do governador carioca ocorre após a megaoperação nos complexos da Penha e Alemão, realizada na última terça-feira, 28 de outubro.

Gabriel Alves

01 de novembro de 2025 às 11:20   - Atualizado às 11:20

Governador Cláudio Castro, em coletiva.

Governador Cláudio Castro, em coletiva. Foto: Rafael Campos/Governo do Rio

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em uma coletiva de imprensa na noite quinta-feira, 30 de outubro, afirmou que "desafiaria" qualquer pessoa a portar um fuzil em cidades ao redor do mundo como: Paris, Barcelona, Nova York ou Londres e permanecer viva por cerca de 20 ou 30 segundos. Na fala, que ocorre após a megaoperação nos complexos da Penha e Alemão, o gestor estadual afirma que, nestes locais, quem carrega armamento semelhante é considerado terrorista. (veja vídeo abaixo)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

"Ou soma ou some", diz Castro

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou na manhã da última quarta-feira, 29, que o governo do Estado "não vai ficar chorando por ajuda do governo federal no combate ao crime.

Em coletiva no Palácio Guanabara, um dia após a megaoperação contra integrantes do Comando Vermelho, o chefe do Executivo fluminense disse que "quem quiser somar com o Rio no combate a criminalidade é bem-vindo". Os outros, "sumam".

"Todo aquele que quiser vir para cá no intuito de somar, seja governador, seja ministro ou qualquer outra autoridade, é bem-vindo. Quem quiser somar com o Rio de Janeiro nesse momento no combate a criminalidade é bem-vindo. Os outros que querem fazer confusão, que querem fazer politicagem, a nosso único recado é: suma. Ou soma ou suma", afirmou o governador.

Na terça, Castro afirmou que o Estado enfrenta o crime organizado "sozinho", uma vez que as forças federais, segundo ele, não o ajudam. O Ministério da Justiça, no entanto, rebateu a informação, alegando que atendeu todas as solicitações para atuação da Força Nacional no Estado.

O governador disse que o Estado não teve auxílio de forças federais na megaoperação. Mas também disse que o governo estadual não pediu ajuda à União "desta vez", porque já houve três negativas de ajuda anteriormente.

"Nós já entendemos que a política é de não ceder. Falam que tem que ter GLO (Garantia da Lei da Ordem), que tem que ter isso, que tem que ter aquilo, que podiam emprestar o blindado e depois não podiam mais emprestar porque o servidor que opera o blindado é um servidor federal. O presidente já falou que ele é contra GLO. A gente entendeu que a realidade é essa e a gente não vai ficar chorando pelos cantos", afirmou Castro.

O governador voltou ao tema nesta quarta-feira. De acordo com ele, os blindados da Marinha, quando foram solicitados, seriam importantes na logística das operações porque "têm capacidade de passar por por cima das barricadas".

Segundo Castro, "em momento nenhum" houve "declarações reclamando chorando".

"Se dá para ajudar, ajuda. Se não dá, a gente vai tocar a vida", disse.

"A questão de utilização, de ter que ser servidores deles, fez o que a gente falasse o seguinte: não vamos ficar chorando. Não ajudaram, não ajudaram. Em momento nenhum vocês veem declarações nossas reclamando chorando. Se dá para ajudar, ajuda. Se não dá, a gente vai tocar a vida", disse.

O governador diz que falou por telefone com integrantes do governo federal, entre eles o ministro Rui Costa (Casa Civil), e que os membros do governo vão se reunir para traçar a estratégia de atuação.

"Falei por telefone ontem com alguns membros do governo federal. Pelo que eu sei, eles estão reunidos agora para entender as estratégias deles e eu estou esperando algum contato que finalize a ideia deles de virem ao Rio de Janeiro ainda no dia de hoje. Não sei quem viria e nem que horas que essa pessoa viria", disse.

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