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Cachorrinho sobrevive queda de helicóptero militar; acidente matou 15 pessoas

O animal foi encontrado por equipes de resgate entre os destroços retorcidos e ao lado do corpo de um coronel, de 50 anos, que era dono do pet.

Gabriel Alves

25 de fevereiro de 2026 às 15:21   - Atualizado às 15:21

Imagens do cachorro que sobreviveu.

Imagens do cachorro que sobreviveu. Fotos: La República/Reprodução e Latina Notícias/Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

Um cão de coloração caramela e pequeno porte sobreviveu à queda de um helicóptero militar, no sul do Peru. O acidente deixou cerca de 15 vítimas fatais e ocorreu no último domingo, 22 de fevereiro, segundo informação confirmada, na terça (24) pela Força Aérea peruana à AFP.

O animal foi encontrado por equipes de resgate entre os destroços retorcidos e ao lado do corpo do coronel Javier Nole, de 50 anos, dono do pet. O militar estava a bordo com as duas filhas e esposa.

“É o animal de estimação do coronel Nole. É o único sobrevivente”, afirmou uma fonte militar à AFP.

Entre os mortos estão quatro militares e 11 civis, incluindo esposas e sete crianças, com idades entre 3 e 17 anos.

De acordo com a emissora Latina, o cachorro foi encaminhado para avaliação veterinária após o resgate.

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O helicóptero, um modelo Mi-17 de fabricação russa, perdeu contato enquanto sobrevoava a região de Ica, a cerca de 300 quilômetros ao sul da capital, Lima. Os destroços foram localizados na segunda-feira (23), na localidade de Chala, na região de Arequipa.

Nos dias anteriores ao acidente, a aeronave havia sido empregada em operações de resgate de vítimas das enchentes que atingem a região. A Força Aérea abriu investigação para apurar as causas da queda.

Mamonas Assasinas

Na segunda-feira, 23 de fevereiro, os corpos dos cinco Mamonas Assassinas serão exumados, após quase 30 anos do acidente aéreo que acabou com a banda de "rock cômico" que fazia sucesso no país.

A decisão foi tomada pelas famílias dos músicos, que entraram em acordo para cremar os corpos e transformá-los em adubo para plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, a cidade onde moravam, segundo informou o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

O Estadão tentou contato com o cemitério, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Banda fenômeno nos anos 1990, os Mamonas Assassinas ficaram conhecidos por suas letras debochadas como Brasília amarela, Sabão Crá-Crá e Pelados em Santos.

O primeiro e único disco, com o nome da banda, havia sido lançado em junho de 1995 e, nos oito meses seguintes, teve 1,8 milhão de cópias vendidas (no total até hoje, foram 3 milhões de cópias, o terceiro maior êxito comercial entre artistas nacionais em todos os tempos).

No dia 2 de março de 1996, os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli voltavam de um show em Brasília num jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, fretado pela banda.

A aeronave se chocou na Serra da Cantareira, ao Norte de São Paulo, numa tentativa de arremetida. Além dos cinco integrantes da banda, o acidente matou o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.

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