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Brasileira Daniela Marys, presa no Camboja, é apontada como vítima de tráfico humano

Formada em arquitetura pela UFMG, ela foi detida após aceitar trabalho no exterior; família denuncia golpe internacional e cobra apoio do governo.

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21 de outubro de 2025 às 15:36   - Atualizado às 15:44

Brasileira Daniela Marys, presa no Camboja

Brasileira Daniela Marys, presa no Camboja Foto: Divulgação/Facebook

A arquiteta Daniela Marys Oliveira, de 35 anos, é a brasileira presa no Camboja que está sendo apontada como vítima de tráfico humano e exploração de trabalho. Natural de Minas Gerais e formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Daniela foi detida sob acusação de posse de entorpecentes, mas sua família denuncia que ela caiu em um golpe internacional.

Daniela viajou ao país asiático no final de janeiro de 2025 após aceitar uma proposta de emprego na área de telemarketing e tradução. A oportunidade teria surgido por meio de um grupo em um aplicativo de mensagens. Desempregada na época, ela teria sido convencida de que seria uma experiência segura e temporária. No entanto, ao chegar ao Camboja, Daniela teve o passaporte retido, ficou confinada por semanas e só começou a trabalhar no mês seguinte pouco antes de ser presa.

A polícia local alegou que ela portava três pílulas de substância não identificada. Inicialmente acusada de tráfico, a acusação foi reclassificada como posse e uso de drogas. Ainda assim, a brasileira presa no Camboja permanece em um presídio superlotado na cidade de Sisophon, dividindo cela com 89 mulheres e enfrentando condições degradantes. Segundo sua irmã, Lorena, Daniela não tem acesso a saneamento básico, e itens como alimentos e medicamentos precisam ser comprados pela família.

Além disso, os familiares relatam que criminosos usaram o celular de Daniela para extorquir dinheiro, exigindo transferências sob ameaça de “vendê-la” caso uma multa fictícia não fosse paga. A família enviou cerca de R$ 27 mil, acreditando que estava ajudando Daniela a sair da prisão.

Segundo os parentes, ela teria se recusado a participar de fraudes exigidas pelos empregadores e, pouco depois de expressar o desejo de retornar ao Brasil, acabou sendo detida. A suspeita é que ela tenha sido alvo de uma organização criminosa internacional que alicia brasileiros com promessas de trabalho.

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O julgamento da brasileira presa no Camboja está marcado para o dia 23 de outubro. A família teme que ela não consiga se defender adequadamente, pois não fala o idioma local. Por isso, apela ao governo brasileiro para que ofereça apoio consular e garanta que seus direitos sejam respeitados durante o processo legal.

O caso levanta um alerta sobre o aumento de golpes internacionais que envolvem falsas ofertas de emprego, especialmente em países do Sudeste Asiático, e reforça a importância de campanhas de conscientização para evitar que mais brasileiros enfrentem situações semelhantes.

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