No modelo tradicional, o equipamento registra a velocidade do veículo no momento em que ele passa pelo radar. Já no sistema de velocidade média, são utilizados dois pontos de monitoramento.
18 de setembro de 2026 às 20:53 - Atualizado em 19 de setembro de 2026 às 08:31
Motoristas de oito estados poderão encontrar, nos próximos meses, trechos de rodovias federais com testes de radares. Foto: Agência Nacional de Transportes Terrestres/Divulgação
Motoristas de oito estados poderão encontrar, nos próximos meses, trechos de rodovias federais com testes de radares capazes de calcular a velocidade média dos veículos. A tecnologia será utilizada em um projeto-piloto autorizado por um período inicial de 180 dias, que poderá ser prorrogado.
Diferentemente dos radares tradicionais, que registram a velocidade do veículo em um ponto específico da via, o novo sistema acompanha a passagem do automóvel em dois pontos diferentes. A partir do tempo levado para percorrer a distância entre eles, é possível calcular a velocidade média desenvolvida pelo veículo durante o trecho monitorado.
Os testes fazem parte de uma avaliação sobre o possível uso da tecnologia nas rodovias federais. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o projeto busca analisar o comportamento dos motoristas e os efeitos do sistema na segurança viária.
No modelo tradicional, o equipamento registra a velocidade do veículo no momento em que ele passa pelo radar. Já no sistema de velocidade média, são utilizados dois pontos de monitoramento.
As câmeras registram a passagem do mesmo veículo no início e no fim do trecho. Com os dados de distância e tempo, o sistema calcula a velocidade média desenvolvida pelo automóvel.
Os trechos selecionados para os testes deverão ser sinalizados previamente. As placas poderão indicar o início e o fim da área monitorada, além da velocidade regulamentada para aquele trecho.
A instalação dos equipamentos, porém, não ocorrerá necessariamente ao mesmo tempo em todos os locais. O início dos testes dependerá de cada concessionária apresentar as condições necessárias para a realização do projeto.
Os testes foram autorizados em trechos de rodovias localizados em oito estados:
Espírito Santo: três trechos da BR-101/ES;
A relação inclui diferentes rodovias e trechos sob concessão. A quantidade exata de pontos de monitoramento poderá variar conforme a implantação de cada teste.
O sistema de velocidade média não é uma tecnologia inédita no Brasil. Um dos exemplos ocorreu na BR-050, onde a concessionária Eco050 instalou, em caráter experimental, duas câmeras separadas por uma distância de 11 quilômetros.
No trecho, a velocidade máxima permitida é de 80 km/h. Para percorrer os 11 quilômetros exatamente no limite regulamentado, o veículo levaria cerca de 8 minutos e 15 segundos. No teste mencionado, o sistema considerava um intervalo mínimo de 7 minutos e 16 segundos entre os registros do mesmo veículo.
A tecnologia também já foi utilizada de forma educativa em São Paulo. Em 2017, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) realizou testes de fiscalização educativa da velocidade média em algumas vias da capital paulista, incluindo as avenidas Jacu-Pêssego, 23 de Maio e Bandeirantes e a pista expressa da Marginal Tietê.
Apesar da autorização para o projeto-piloto, ainda não existe uma data única para o início dos testes em todos os trechos. A implementação dependerá das condições apresentadas por cada concessionária responsável pelas rodovias.
O período inicialmente previsto é de 180 dias. Ao longo desse intervalo, serão analisados os resultados do projeto para verificar o comportamento dos motoristas e os possíveis efeitos da tecnologia sobre a segurança nas rodovias federais.
A realização dos testes, portanto, não significa que o sistema esteja automaticamente em funcionamento em todos os trechos autorizados ou que multas por velocidade média já estejam sendo aplicadas em razão do projeto-piloto.
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Postos funcionarão das 8h às 16h, no sábado e no domingo; atendimento é destinado a animais com mais de três meses de vida.
A ação busca chamar atenção para a importância da participação da população na preservação das praias e na redução do descarte inadequado de resíduos.
A primeira etapa será dedicada à fresagem, procedimento que retira a camada desgastada do pavimento para preparar a pista para o novo asfalto e então, realizar o revestimento.
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