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Amiga de Pedro Turra diz ter sido torturada com choques nos seios: "Parou quando a arma descarregou"

O ex-piloto de Fórmula Delta está preso desde o dia 30 de janeiro, acusado de agredir e assassinar um adolescente de 16 anos.

Gabriel Alves

14 de fevereiro de 2026 às 11:11   - Atualizado às 11:11

Pedro Turra, ex-piloto de Fórmula Delta, acusado de agredir e matar um adolescente; e torturar amiga.

Pedro Turra, ex-piloto de Fórmula Delta, acusado de agredir e matar um adolescente; e torturar amiga. Foto: Redes Sociais/Reprodução

Pedro Arthur Turra Basso, ex-piloto de Fórmula Delta de 19 anos, acusado de agredir e assassinar o adolescente Rodrigo Castanheira, de 16, vira alvo de outro episódio de violência. Segundo denúncia de uma amiga dele, a jovem, com 17 anos na época, contou ter sido torturada com uma arma de choque por cerca de 10 minutos, ao mesmo tempo que implorava para as agressões terminassem.

O boletim de ocorrência foi registrado na 38ª Delegacia de Polícia localizada na região administrativa de Vicente Pires, no Distrito Federal. O caso teria acontecido entre o mês de julho e agosto do ano passado, dentro do veículo de um amigo, estacionado em frente a um condomínio. Dentro do carro, além da vítima, estavam a esposa do ex-piloto e mais dois amigos.

Relatos da denunciante apontam que Pedro Turra e um amigo saíram do carro e iniciaram uma "brincadeira de dar choque" um no outro. O ato, de acordo com ela, seria considerado normal entre eles. Pouco depois, o amigo retornou ao interior do veículo, fechou portas e janelas e deixou apenas a janela ao lado da adolescente parcialmente aberta.

Agressões

A jovem declarou que percebeu mudança no comportamento dos presentes e tentou sair do banco traseiro para o banco da frente, mas teria sido impedida pela esposa de Turra. Em seguida, segundo o depoimento, o ex-piloto começou a aplicar descargas elétricas contra a vontade dela.

Ela afirmou que passou a chorar e a pedir que as agressões parassem. Mesmo assim, conforme descreveu à polícia, recebeu choques nos seios, na barriga e nas pernas. A adolescente relatou que informou estar com cólicas menstruais e que não suportava as descargas, mas, ainda assim, teria sido atingida na região do ventre.

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O depoimento aponta que Turra ria enquanto aplicava os choques e ignorava os pedidos para que parasse. A jovem declarou que, durante as agressões, sentiu dor intensa na perna esquerda e acredita ter rompido uma veia, já que permaneceu com uma marca no local.

“Só parou com as descargas elétricas quando a arma de choque ficou descarregada”, relata a vítima.

Segundo ela, as descargas só cessaram quando a arma ficou sem carga. A adolescente também relatou que tentou telefonar para a mãe durante o episódio, mas o aparelho foi retirado de suas mãos pela esposa do ex-piloto. Ela estima que as agressões tenham durado aproximadamente dez minutos e afirma que sofreu dores físicas e abalo emocional após o ocorrido.

Memória

Ainda conforme o boletim, a jovem não procurou a polícia na época dos fatos por afirmar que bloqueou as lembranças do episódio. Ela contou que as memórias teriam retornado apenas em dezembro de 2025, após iniciar acompanhamento terapêutico, o que a levou a formalizar a denúncia na 38ª Delegacia de Polícia.

No depoimento, a adolescente afirmou ainda que Turra tinha o hábito de aplicar choques em integrantes do grupo, mas que, na percepção dela, as agressões eram direcionadas com maior frequência contra ela, por se considerar a pessoa mais vulnerável entre os amigos.

Da redação do Portal com informações da coluna Na Mira, do Metrópoles.

Prisão de Turra

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, no dia 30 de janeiro, o ex-piloto Pedro Turra, que espancou um adolescente de 16 anos a ponto de deixá-lo em coma por causa de uma desavença envolvendo um chiclete arremessado.

O delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), confirmou em entrevista coletiva que a prisão foi realizada em caráter preventivo e disse ter realizado a operação com autorização judicial.

Turra havia sido preso logo após o crime nesta semana, mas foi solto após pagar fiança de R$ 24,3 mil.

O ex-piloto espancou um adolescente de 16 anos. Uma série de golpes na cabeça levou a um traumatismo na vítima, que precisou ser submetida a uma cirurgia no crânio. O jovem está há uma semana internado e não há previsão de alta.

Na última quinta-feira, 29 de janeiro, o juiz Wagno de Souza negou um pedido de prisão preventiva apresentado pela defesa. No entanto, delegado Aguiar afirmou que a prisão preventiva de Turra foi autorizada após os agentes reunirem depoimentos de outras vítimas que comprovaram o histórico de violência do agressor, além de ter apreendido na residência do agressor facas e um soco inglês.

O ex-piloto tem quatro ocorrências sob investigação: a agressão da última sexta-feira, 24, uma briga em Águas Claras, a agressão de um homem de 49 anos durante briga de trânsito e o relato de uma jovem menor de idade de que teria sido forçada por ele a ingerir bebida alcoólica.

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