Advogado Márcio Noronha analisa como a escolha do mercado, a proteção da marca e a negociação com parceiros podem abrir caminhos para a expansão internacional.
03 de novembro de 2026 às 15:13 - Atualizado às 23:10
Advogado Márcio Noronha analisa como a escolha do mercado, a proteção da marca e a negociação com parceiros podem abrir caminhos para a expansão internacional. Foto: Divulgação
Um produto que encontra espaço no Brasil também pode despertar interesse em outros países. A tecnologia tornou mais fácil alcançar consumidores, conhecer fornecedores e conversar com possíveis parceiros no exterior. Para o advogado Márcio Noronha, com mais de duas décadas de experiência e atuação em negócios internacionais, essa proximidade convida o empresário a uma pergunta: em quais mercados aquilo que sua empresa oferece poderia encontrar novas possibilidades de crescimento?
As exportações mundiais de mercadorias alcançaram US$ 26,26 trilhões em 2025, alta de 7% sobre o ano anterior, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC). Por trás desse volume estão relações entre empresas que compram, vendem e distribuem produtos além de suas fronteiras. Para um negócio brasileiro, participar desse movimento pode começar com um comprador estrangeiro, um fornecedor ou uma parceria comercial.
Os investimentos ajudam a compreender esse cenário. Segundo o World Investment Report 2026, da UNCTAD, o investimento estrangeiro direto mundial somou US$ 1,6 trilhão em 2025, com mais de 80% dos recursos concentrados nas 20 principais economias receptoras. O dado mostra onde grande parte do capital está sendo direcionada, mas a escolha do destino depende da compatibilidade entre o mercado e o negócio: demanda, concorrência, custos e condições de operação precisam ser considerados.
Na avaliação do Dr. Noronha, ampliar o olhar para o exterior não exige começar com uma operação de grande porte. Exige identificar uma oportunidade viável e entender os compromissos necessários para desenvolvê-la. Uma primeira negociação pode permitir conhecer o mercado e testar a aceitação do produto, desde que seus termos preservem espaço para os próximos passos.
É nesse ponto que as decisões jurídicas passam a influenciar diretamente o crescimento. Um contrato de distribuição pode estabelecer exclusividade sobre um país inteiro, mesmo que o parceiro consiga atender apenas uma região. A entrada de um investidor pode trazer recursos e também alterar o poder de decisão dos sócios. Já a proteção da marca precisa considerar os países em que a empresa pretende atuar.
Examinar essas condições antes de assumir obrigações permite negociar com maior clareza. Ao longo de sua carreira, Márcio Noronha auxiliou empresas em relações comerciais internacionais, inclusive entre Brasil e China, atuando na organização de contratos, proteção de ativos e estruturas societárias. A experiência com essas operações ajuda a relacionar as exigências jurídicas aos objetivos de cada negócio.
A FARM Rio oferece uma referência inspiradora. Nascida no Rio de Janeiro, a marca levou sua identidade a cidades como Nova York, Paris e Londres, mantendo a brasilidade como elemento central de sua proposta. Sua trajetória mostra como características construídas no mercado local podem ganhar reconhecimento no exterior.
Para outros empresários, esse exemplo abre uma reflexão: quais qualidades do próprio produto poderiam ser valorizadas em outro país? A resposta pode indicar uma rota ainda pouco explorada, que deverá ser avaliada conforme a capacidade e os objetivos da empresa.
Os números do comércio e do investimento revelam a dimensão das relações econômicas internacionais. O caminho de cada negócio, porém, começa com escolhas específicas. Na visão do Dr. Noronha, avaliar o potencial do produto, selecionar o mercado e contar com orientação de advogado experiente para negociar a entrada são passos que ajudam a transformar uma possibilidade distante em um projeto de expansão.
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