A fraude foi descoberta quando os policiais federais abordaram os dois homens no momento em que se dirigiam ao caixa da agência para concluir a transação.
Agência da Caixa onde advogado e designer fariam a fraude. Foto: Reprodução
Dois homens foram presos em flagrante na segunda-feira, 10 de junho, em Limoeiro, no Agreste de Pernambuco, ao tentarem sacar ilegalmente um precatório trabalhista no valor de R$ 583 mil. A ação foi realizada pela Polícia Federal, por meio da Delegacia de Combate a Crimes Fazendários (Delefaz). (veja vídeo abaixo)
Os suspeitos são um designer de luz de 51 anos, natural e residente no Rio de Janeiro (RJ), e um advogado de 40 anos, natural e residente em Limoeiro (PE). De acordo com as investigações, eles apresentaram documentos falsos, incluindo uma carteira nacional de habilitação (CNH) e uma procuração ideologicamente falsa emitida por um cartório de Alagoas, na tentativa de liberar o montante na agência da Caixa Econômica Federal de Limoeiro.
A fraude foi descoberta quando os policiais federais abordaram os dois homens no momento em que se dirigiam ao caixa da agência para concluir a transação. Durante a apuração, o verdadeiro beneficiário do precatório, que reside em Matupá (MT), foi localizado e, por meio de videoconferência, confirmou que não havia autorizado nenhuma pessoa a movimentar os valores em seu nome.
Segundo a Polícia Federal, esta foi a terceira tentativa dos suspeitos de liberar os recursos. Nas duas investidas anteriores, dificuldades burocráticas impediram a conclusão da fraude. Nesta última tentativa, o plano era sacar R$ 10 mil em dinheiro e transferir o restante para uma conta bancária de titularidade do advogado.
Durante a operação, foram apreendidos dois aparelhos celulares e os documentos falsos utilizados na tentativa de golpe.
Após a prisão, os dois homens foram levados à sede da Polícia Federal no Recife, onde foram autuados pelos crimes de estelionato em detrimento de entidade pública e uso de documento falso, previstos nos artigos 171, §3º, e 304 do Código Penal. As penas podem chegar a 10 anos de reclusão.
Os suspeitos já passaram por audiência de custódia e responderão ao processo em liberdade.
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