"Raramente se percebe uma autoavaliação de uma pessoa que está em surto, pois surtar significa perder o vínculo com a realidade, uma alteração da consciência", escreve colunista.
Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Antonio Augusto/STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro já estava preso quando foi recolhido, segundo alegação do STF, devido à violação (danificação) do equipamento de monitoramento 24 horas pelo expresidente. Bolsonaro alegou que teve um surto psicótico. Raramente se percebe uma autoavaliação de uma pessoa que está em surto, pois surtar significa perder o vínculo com a realidade, uma alteração da consciência. Diante dessa definição, que passa por esse episódio, ele não teria condições de fazer essa análise pessoal.
A nação inteira mergulhou num momento antagônico, numa cisão profunda. Nos últimos anos, o Brasil, conhecido como a nação mais ansiosa do mundo, fabricou também uma população que diagnostica. É comum encontrar um "doutor" de plantão com o “raio-x” perfeito: “fulano é doido, sicrano é psicopata, beltrano é bipolar”. Há pessoas que chegam na clínica com o diagnóstico pronto e tentam convencer o profissional que as atenderá a prescrever remédios.
Além disso, os noticiários e as redes sociais estão superlotados de políticos sem nenhuma formação em psiquiatria que afirmam que seu adversário é psicopata ou doido. É comum ouvir e ver repórteres sensacionalistas diagnosticando pessoas que cometem crimes como perversas e compulsivas. Esses fatores fornecem elementos para analisar essa pseudoformação comportamental da população em enxergar no outro transtornos de personalidade ou outros tipos de transtornos psíquicos. De tanto ouvir e ver reportagens e entrevistas com essa roupagem, ficou impregnado na cabeça das pessoas que apenas repetem.
A população mundial passa por uma crise psíquica. A Organização Mundial da Saúde não faz alarde, mas já se pronunciou sobre o assunto. Contudo, sempre falamos dos transtornos psíquicos e dos problemas psiquiátricos como se ocorressem no quintal do vizinho, quando, na verdade, todos nós estamos dentro desse hospício.
O ex-presidente Bolsonaro sempre apresentou alterações em seu comportamento, contudo, a classe médica silenciou. Entretanto, muitos dirigentes governamentais têm perfis tão ou mais graves e continuam dando “canetadas” nos poderes executivo, legislativo e judiciário. São transtornados governando transtornados.
Esses fatores me dão elementos para analisar essa pseudoformação comportamental da população em enxergar no outro transtornos de personalidade ou outros tipos de transtornos psíquicos. De tanto ouvir e ver reportagens e entrevistas com essa roupagem, ficou impregnado na cabeça das pessoas que apenas repetem.
A população mundial passa por uma crise psíquica. A Organização Mundial da Saúde não faz alarde, mas já se pronunciou sobre o assunto. Contudo, sempre falamos dos transtornos psíquicos, dos problemas psiquiátricos, como se esses ocorressem no quintal do vizinho, mas todos nós estamos dentro desse hospício.
O ex-presidente Bolsonaro sempre apresentou alterações no seu comportamento, contudo, a classe médica silenciou. Entretanto, muitos dirigentes governamentais têm perfis tão ou mais graves e continuam dando “canetadas” no executivo, legislativo e no judiciário. São transtornados governando transtornados.
2
4
19:12, 12 Fev
25
°c
Fonte: OpenWeather
"O fuxiqueiro sai da depressão e estimula a dopamina, mas isso deixa esse militante ansioso, pois fica com a "língua coçando" para contar e falar da vida do outro", diz colunista.
Desde a primitividade, quando esse humano começou a se organizar em grupos para sobreviver ao caos, ele criou artifícios para dominar o próximo", escreveu o colunista.
"O caos atômico assombra o mundo; contudo, existe uma arma mais destrutiva que o átomo: a loucura humana", escreveu o colunista.
mais notícias
+