Natal em família. (Foto: Reprodução/ Internet)
O Natal, celebrado por boa parte do mundo com festas, danças e trocas de presentes, tem sua essência na comemoração do nascimento de Jesus Cristo — um ritual mais festejado pelo Ocidente.
No entanto, o sentido primordial dessa data parece ter ficado para trás. A civilização trouxe novos comportamentos e introduziu desejos de consumo que afetaram as religiões e até modificaram os hábitos da classe sacerdotal.
É comum observar sacerdotes cada vez mais jovens e musculosos, circulando em aeronaves e carros importados. Assim, o cristianismo padece ou se alastra como uma “casca", um verniz bem lustrado.
Vivemos em uma bolha de desequilíbrio que afeta uma humanidade carente. Hoje, busca-se de tudo para suprir essa ausência — do afeto ao bem material. O “ter” e o “acumular” tornaram-se sinônimos de poder.
Estamos em plena decadência moral e intelectual, com uma ausência gritante de espiritualidade. Antigamente, o humano buscava os deuses com os olhos; hoje, cria seus próprios deuses e os descarta ao inventar outros. Em vez de vudus ou rituais ancestrais, recorremos a ídolos fabricados para preencher a lacuna aberta desde o surgimento da humanidade.
Em pleno Natal, privilegiamos a intolerância e descartamos o amor. Fingimos a paz enquanto subvertermos a moral. Ficamos extasiados com os "dez mais" da revista Forbes, pois essa é nossa métrica e nosso pódio. Viva o humano... e viva o Natal!
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"O fuxiqueiro sai da depressão e estimula a dopamina, mas isso deixa esse militante ansioso, pois fica com a "língua coçando" para contar e falar da vida do outro", diz colunista.
Desde a primitividade, quando esse humano começou a se organizar em grupos para sobreviver ao caos, ele criou artifícios para dominar o próximo", escreveu o colunista.
"O caos atômico assombra o mundo; contudo, existe uma arma mais destrutiva que o átomo: a loucura humana", escreveu o colunista.
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