Artigo de Edinázio Vieira. Foto: Portal de Prefeitura
A tríade da chamada saúde mental — equilíbrio social, físico e autoestima — é uma métrica da OMS para diagnosticar o bem-estar de uma pessoa. No entanto, essa realidade foge ao cotidiano das comunidades carentes, e essa abordagem parece ser uma idealização filosófica para a nação brasileira, que possui uma população com elevado índice de pobreza: 20 milhões de pessoas recebem Bolsa Família, 6 milhões estão no auxílio-desemprego, 9 milhões estão desempregadas e 69 milhões vivem com o salário mínimo. Com esses índices, há como existir saúde mental?
O DSM e o CID são parâmetros para os diagnósticos de saúde mental. Nesse contexto, a população parece condenada a tratamentos restritos, entre camisas de força ou remédios da indústria farmacêutica. Até que ponto tudo isso é verdade, ou será apenas uma manobra para impulsionar a venda de medicamentos? De acordo com especialistas e pela própria OMS, estaríamos condenados a diversas doenças mentais ou transtornos e, assim, empurrados para a exclusão social.
Avalio essa questão com bastante cautela e percebo que a população sofre com vários tipos de transtornos psíquicos derivados da baixa renda para sobreviver e dos preconceitos que resultam em baixa autoestima. Contudo, considero importante distinguir entre transtornos psíquicos e o que se entende como doença mental. Existe um desnível social e educacional que afeta a população, mas esse impacto poderia ser reduzido. A redução desses índices alarmantes de transtornos psíquicos, que nos remetem a uma nação de desequilibrados, poderia ocorrer com a adoção de medidas preventivas, projetos e ações de educação emocional. Entretanto, as autoridades governamentais preferem soluções paliativas, recorrendo à velha medicina, que, atrelada à indústria farmacêutica, fabrica "loucos" a cada dia.
Nesse contexto, a "ciranda" apenas cresce, girando de mãos dadas ao som de uma música qualquer, com gestos para os parceiros e para uma plateia que compartilha das mesmas esquisitices. Em resumo, os mais pobres serão, em certo ponto, adotados pela inteligência artificial, pois esses humanos apresentam déficits cognitivos e outros transtornos, influenciados pelo uso contínuo de iPads, celulares e redes sociais. Com isso, abandonam a leitura, a interpretação de textos e o pensamento crítico, tornando-se presas fáceis do sistema. Manifestarão ações compulsivas, pensamentos acelerados e imitarão os robôs operários. Esse será o ser do futuro, em grande parte encontrado nas comunidades carentes, que perderá empatia, fraternidade e intuição, transformando-se em "robôs de quinta categoria". Este ser, que antes buscava o alívio espiritual nos templos, correrá para bares para se embriagar, ou procurará entretenimento em jogos, fármacos e outros lugares de escape. Os templos religiosos serão substituídos por prédios que vendem remédios e botequins; o alcoolismo e o lazer tornar-se-ão as principais atividades dos desolados e excluídos.
Esse vaticínio científico é fruto de pesquisas e de análise de textos bíblicos proféticos, que afirmam que muitos negarão a própria fé e apontam a falta de amor como um sinal. Observa-se também a paixão das populações mais carentes, que, mesmo sem poder aquisitivo, adquirem mais um celular e tentam preencher o vazio existencial e as frustrações nas redes sociais. Seria uma espécie de voyeurismo social, estimulando os "neurônios-espelho" a funcionar de forma viciante.
Por Edinázio Vieira
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