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Artigo: O que a Bíblia diz sobre paixão e amor: uma reflexão necessária, por D. Alexandre Ximenes

"A narrativa bíblica nos dá uma visão clara da diferença entre paixão e amor: após o ato", diz o colunista.

Ricardo Lélis

14 de agosto de 2024 às 19:46   - Atualizado às 19:59

D. Alexandre Ximenes

D. Alexandre Ximenes Foto: Divulgação

A paixão é um intenso sentimento de atração por alguém ou algo. Muitas vezes confundida com o amor, a paixão pode parecer real, mas geralmente é efêmera.

Ela é caracterizada por ser emocional e altamente egocêntrica. Quando estamos apaixonados, experimentamos uma euforia que faz tudo parecer mais feliz.

No entanto, a paixão tende a se preocupar pouco com as necessidades ou os melhores interesses de longo prazo do objeto de desejo. Sua principal preocupação é que o sentimento se mantenha.

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A Bíblia oferece exemplos claros sobre a natureza da paixão e suas consequências. Um dos mais notáveis se encontra na vida de Sansão, um personagem que, escolhido antes de nascer para liderar o povo de Deus, se deixou levar pelo orgulho e pela paixão.

Sansão viu uma mulher dos filisteus e imediatamente desejou se casar com ela, ignorando as diretrizes divinas e não conhecendo a pessoa que tanto almejava. Esse ato impulsivo e movido pela paixão o levou a desobedecer a Deus, revelando que a paixão não respeita regras.

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Outro exemplo trágico é encontrado na família do rei Davi. Seu filho Amnon se apaixonou por sua meia-irmã Tamar e, dominado pela luxúria, a atraiu para seu quarto sob falsos pretextos, culminando em um ato de violência.

A narrativa bíblica nos dá uma visão clara da diferença entre paixão e amor: após o ato, Amnon sentiu uma aversão ainda maior por Tamar do que a paixão que inicialmente o motivou.

Isso ilustra que o verdadeiro amor não é movido pela egoísta satisfação do desejo, mas sim pelo cuidado e comprometimento.

Ao comparar paixão e amor, as diferenças se tornam evidentes:

  • A paixão é movida pela emoção; o amor é impulsionado pelo compromisso.
  • A paixão não pode esperar para ser satisfeita; o amor aguarda o momento certo.
  • A paixão busca a autosatisfação; o amor se preocupa com o bem-estar do outro.
  • A paixão gera comportamentos destrutivos; o amor produz qualidades divinas, como paz e bondade (Gálatas 5:22).
  • A paixão exige; o amor dá.
  • A paixão pode acabar abruptamente; o amor é duradouro (1 Coríntios 13).

Ainda, é importante notar que as pessoas podem se deixar levar por uma paixão superficial pelo evangelho. Jesus, em sua parábola sobre os quatro tipos de solos (Lucas 8:4-8), mencionou aqueles que se sentem atraídos por Ele, mas não o amam de fato; eles estão mais interessados no que Ele pode fazer por eles do que em um relacionamento verdadeiro e comprometido.

Hoje, muitos se aproximam da fé movidos pela emoção de uma experiência espiritual, mas acabam não se aprofundando, não cultivando raízes e não se comprometendo com a vida cristã (Marcos 4:17). A falta de disposição para tomar a própria cruz (Lucas 9:23) resulta em um amor superficial que não perdura.

Conclusão

Embora a paixão seja um sentimento emocionante, é crucial tomar cuidado ao fazer decisões que possam impactar o nosso futuro devido à sua natureza fugaz. Muitas pessoas casam-se impulsivamente por estarem apaixonadas, apenas para descobrir mais tarde que não conhecem verdadeiramente a pessoa a quem entregaram suas vidas.

A paixão pode acender a chama do amor verdadeiro e do compromisso, mas, a menos que essa faísca seja alimentada por comunicação sólida, tempo de qualidade e uma boa dose de realismo, ela nunca se transformará em um amor duradouro. A paixão pode nos apresentar o amor verdadeiro, mas nunca conseguirá substituí-lo completamente.
 

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