Entre a conserva e a decomposição. (Foto: Reprodução/ Inteligência Artificial)
Eles nos chamaram de enlatados. Foi uma grande ousadia. Mas talvez devêssemos agradecer pela metáfora mal calculada.
Latas de conserva preservam. Impedem a decomposição. Mantêm o conteúdo íntegro, apesar da pressão do tempo e do ar. O que apodrece não é o que está guardado. É o que ficou aberto, exposto, entregue à atmosfera cultural do carnaval.
A lata existe por causa de algo valioso. Ninguém preserva o que não tem importância. Conserva-se aquilo que merece durar.
O que impede a decomposição é a estrutura, a ordem, os limites. São as fronteiras morais que atravessaram séculos, protegendo a civilização. Quando se retira da conserva, inicia-se a deterioração.
A fé cristã não é um fenômeno temporal. A Igreja sobreviveu a impérios, perseguições, modismos intelectuais e revoluções culturais.
A cultura do espetáculo vive de picos. Precisa de luzes, pirotecnias, volume, excesso. Vive de narrativas inflamadas. Mas o que sustenta uma civilização não são fogos de artifício. São fundamentos.
Depois que as luzes se apagam, o som é desligado e as pessoas vão embora, onde estão os acadêmicos de Niterói?
A história não se curva ao sambódromo. Na vida, há quem seja raiz e há quem seja apenas purpurina. E hoje especialmente existem pessoas com orgulho de ser degeneradas. Sua corrupção, perversão e depravação não tem limites. Ou melhor: conservas.
Você que é cristão, não se ofenda. Todos estamos sob o juízo do tempo. E ele revela o prazo de validade das coisas. Os anos passam, e testemunhamos quem se dissipa como fumaça e quem leva consigo a eternidade.
E não se esqueça de permanecer na conserva. O ambiente lá fora é apodrecedor.
JB Carvalho é um teólogo, escritor, conferencista e bispo titular da Comunidade das Nações, liderando cerca de 25 campi no Brasil e nos EUA. Reconhecido na formação de líderes e desenvolvimento pessoal, é autor de mais de 16 livros, incluindo "Metanoia", e atua como compositor e jornalista.
O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal de Prefeitura.
3
20:14, 20 Fev
28
°c
Fonte: OpenWeather
Quando um homem agride, ameaça ou mata uma mulher, ele não age por ignorância, mas por convicção de que poderá recuperar sua liberdade em pouco tempo.
São os guerreiros das timelines, os soldados das notificações, os defensores da causa invisível.
"O fuxiqueiro sai da depressão e estimula a dopamina, mas isso deixa esse militante ansioso, pois fica com a "língua coçando" para contar e falar da vida do outro", diz colunista.
mais notícias
+