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Artigo: Entre a conserva e a decomposição - Por JB Carvalho

"A lata existe por causa de algo valioso. Ninguém preserva o que não tem importância. Conserva-se aquilo que merece durar.", escreveu o colunista

Ricardo Lélis

18 de fevereiro de 2026 às 20:02   - Atualizado às 20:02

Entre a conserva e a decomposição.

Entre a conserva e a decomposição. (Foto: Reprodução/ Inteligência Artificial)

Eles nos chamaram de enlatados. Foi uma grande ousadia. Mas talvez devêssemos agradecer pela metáfora mal calculada.

Latas de conserva preservam. Impedem a decomposição. Mantêm o conteúdo íntegro, apesar da pressão do tempo e do ar. O que apodrece não é o que está guardado. É o que ficou aberto, exposto, entregue à atmosfera cultural do carnaval.

A lata existe por causa de algo valioso. Ninguém preserva o que não tem importância. Conserva-se aquilo que merece durar.

O que impede a decomposição é a estrutura, a ordem, os limites. São as fronteiras morais que atravessaram séculos, protegendo a civilização. Quando se retira da conserva, inicia-se a deterioração.

A fé cristã não é um fenômeno temporal. A Igreja sobreviveu a impérios, perseguições, modismos intelectuais e revoluções culturais.

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A cultura do espetáculo vive de picos. Precisa de luzes, pirotecnias, volume, excesso. Vive de narrativas inflamadas. Mas o que sustenta uma civilização não são fogos de artifício. São fundamentos.

Depois que as luzes se apagam, o som é desligado e as pessoas vão embora, onde estão os acadêmicos de Niterói?

A história não se curva ao sambódromo. Na vida, há quem seja raiz e há quem seja apenas purpurina. E hoje especialmente existem pessoas com orgulho de ser degeneradas. Sua corrupção, perversão e depravação não tem limites. Ou melhor: conservas.

Você que é cristão, não se ofenda. Todos estamos sob o juízo do tempo. E ele revela o prazo de validade das coisas. Os anos passam, e testemunhamos quem se dissipa como fumaça e quem leva consigo a eternidade.

E não se esqueça de permanecer na conserva. O ambiente lá fora é apodrecedor.

JB Carvalho é um teólogo, escritor, conferencista e bispo titular da Comunidade das Nações, liderando cerca de 25 campi no Brasil e nos EUA. Reconhecido na formação de líderes e desenvolvimento pessoal, é autor de mais de 16 livros, incluindo "Metanoia", e atua como compositor e jornalista.

O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal de Prefeitura.

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