Esquerda x Direita Foto: Reprodução/IA
O debate político brasileiro, há anos, parece aprisionado em uma disputa interminável entre direita e esquerda. Essa polarização intensa ocupa manchetes, redes sociais, campanhas eleitorais e discursos inflamados, mas deixa uma pergunta fundamental sem resposta: onde está o cidadão comum nessa briga? Enquanto ideologias se enfrentam, o povo segue esperando por algo muito mais básico, serviços públicos dignos, eficientes e acessíveis.
A verdade é que o brasileiro médio não acorda preocupado se a política pública é “de esquerda” ou “de direita”. Ele quer chegar ao trabalho sem enfrentar horas em um transporte precário, ser atendido com dignidade em um hospital público, ver seus filhos em escolas que realmente ensinem e ofereçam oportunidades. Essas são necessidades universais, que ultrapassam qualquer rótulo ideológico.
A disputa entre direita e esquerda, muitas vezes, funciona como uma cortina de fumaça que desvia o foco do essencial. Em vez de discutir soluções práticas para problemas estruturais, o debate político se transforma em ataques pessoais, narrativas ideológicas e disputas morais que pouco contribuem para melhorar a vida da população.
Enquanto políticos brigam para provar quem está certo ou errado, ônibus continuam lotados, postos de saúde sem médicos, escolas sem infraestrutura adequada e cidades sem planejamento urbano. O cidadão paga impostos elevados, mas recebe serviços de baixa qualidade, sem que haja responsabilização efetiva dos gestores públicos.
Saúde, educação, transporte, saneamento e segurança não são pautas ideológicas, são direitos básicos. Um hospital bem equipado não é de esquerda nem de direita. Uma escola que funciona, com professores valorizados e alunos aprendendo, não pertence a um espectro político. Um transporte público eficiente não carrega bandeira partidária.
Países que avançaram social e economicamente entenderam isso: governar é gerir, não guerrear ideologicamente. O foco está em planejamento, metas, transparência, eficiência e avaliação de resultados. No Brasil, porém, a política muitas vezes se distancia da gestão e se aproxima do espetáculo.
Quem paga o preço dessa disputa constante é sempre o povo. A polarização paralisa reformas importantes, dificulta consensos mínimos e impede avanços em áreas fundamentais. Projetos são barrados não por serem ruins, mas por terem sido propostos pelo “lado errado” do espectro político.
Essa lógica atrasa o país. Em vez de unir esforços para resolver problemas históricos, como a desigualdade no acesso à educação ou a precariedade do SUS em muitas regiões, líderes políticos preferem alimentar a divisão, pois ela gera engajamento, votos e poder.
O Brasil não precisa escolher entre direita ou esquerda precisa escolher competência, responsabilidade e compromisso com o bem público. Precisa de gestores que entendam a realidade da população, que usem o dinheiro público com seriedade e que tenham como prioridade melhorar a vida das pessoas, e não vencer debates ideológicos.
O cidadão quer resultados concretos: filas menores nos hospitais, ruas seguras, transporte confiável, escolas que preparem para o futuro e políticas públicas que funcionem na prática. Isso exige menos discurso e mais ação; menos polarização e mais soluções.
Enquanto o país continuar refém da guerra entre direita e esquerda, continuará deixando de lado o que realmente importa. O Brasil só avançará quando a política deixar de ser um campo de batalha ideológico e passar a ser um instrumento de serviço à população.
O povo não precisa de rótulos. Precisa de respeito, dignidade e serviços públicos de qualidade. E isso deveria ser um consenso básico, acima de qualquer ideologia.
Por: Amisadai Andrade
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Quando um homem agride, ameaça ou mata uma mulher, ele não age por ignorância, mas por convicção de que poderá recuperar sua liberdade em pouco tempo.
Saber distinguir o que compete à família e o que compete à escola é fundamental para construir cidadãos bem equilibrados.
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