Familia educando filhos Foto: Divulgação/ IA
É comum nos dias de hoje que se espere da escola muito mais do que o ensino de conteúdos: muitos acreditam que ela deva moldar comportamentos, valores e ética tarefas que historicamente pertencem ao âmbito familiar. Essa expectativa excessiva pressiona instituições de ensino e pode gerar injustiças à escola. Saber distinguir o que compete à família e o que compete à escola é fundamental para construir cidadãos bem equilibrados.
A verdadeira educação começa no lar. É ali que as crianças recebem os primeiros estímulos sociais e morais aprendem respeito, empatia, honestidade, limites e convívio. Quando pais e responsáveis atuam como modelos, ajudam a construir uma base de valores que orientarão o comportamento em toda a vida. Essa raiz familiar é essencial para que o indivíduo caminhe com firmeza diante dos desafios éticos e relacionais do mundo.
Por outro lado, a escola assume um papel técnico, intelectual e social. É no ambiente escolar que os alunos têm contato sistemático com o saber formal: ciências, história, línguas, matemática e cultura. A escola amplia horizontes, estimula o pensamento crítico, desenvolve habilidades e prepara a pessoa para o convívio coletivo numa sociedade complexa.
Mas uma educação desequilibrada cultivada apenas pela escola ou apenas pela família dificilmente gera desenvolvimento integral. Se a família não transmitir valores sólidos, a pessoa pode tornar-se tecnicamente bem formada, porém despida de sensibilidade social. Se, ao contrário, a escola existir sem respaldo familiar, pode-se formar pessoas carregadas de princípios mas com lacunas de conhecimento ou entendimento do mundo.
Quando a família e a escola atuam em parceria dialogando, compartilhando responsabilidades, alinhando expectativas surge o verdadeiro processo de construção cidadã. A família fundamenta o ser; a escola promove o saber. A família molda o caráter; a escola amplia o horizonte. Essa fusão educação familiar e ensino escolar fortalece não apenas o indivíduo, mas toda a sociedade.
Em tempos de mudanças rápidas tecnológicas, culturais, sociais — essa parceria é ainda mais vital. A família não pode dispensar sua missão de educar, alegando que a “escola faça tudo”. E a escola, por sua vez, não pode assumir o papel de pai ou mãe. Cada instituição tem seu lugar e, juntas, têm poder transformador.
Que possamos, como sociedade, valorizar esse equilíbrio: que famílias se engajem, que escolas se abram ao diálogo e que ambos percebam que, quando a família educa e a escola ensina, a sociedade cresce humana, sábia e mais justa.
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Quando um homem agride, ameaça ou mata uma mulher, ele não age por ignorância, mas por convicção de que poderá recuperar sua liberdade em pouco tempo.
São os guerreiros das timelines, os soldados das notificações, os defensores da causa invisível.
Enquanto ideologias se enfrentam, o povo segue esperando por algo muito mais básico, serviços públicos dignos, eficientes e acessíveis.
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