Alagamentos nas cidades afetadas pelas chuvas. Foto: Prefeitura de Ribeirão/Divulgação.
O fluxo de chuvas no Nordeste atingiu um nível crítico nesta primeira semana de março. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), mais de 1.200 municípios, principalmente no interior da região, estão sob alerta vermelho de "grande perigo". A trajetória das precipitações indica acumulados que podem superar os 100 milímetros por dia em áreas do Sertão e do Agreste. Segundo o portal G1, cidades como Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, registraram em apenas três dias o volume de chuva esperado para todo o mês, resultando em aulas suspensas e abertura de crateras em vias públicas.
O andamento do período chuvoso em dois mil e vinte e seis é influenciado por uma configuração específica dos oceanos. De acordo com o portal Climatempo, o resfriamento das águas do Pacífico, característico do fenômeno La Niña, favorece o aumento da umidade sobre as regiões Norte e Nordeste. Além disso, segundo a Apac (Agência Pernambucana de Águas e Clima), a posição da ZCIT (Zona de Convergência Intertropical) e a atuação de sistemas de baixa pressão no Atlântico intensificam a formação de nuvens carregadas. Esse rumo climático mantém o fluxo de umidade persistente sobre o continente.
O impacto das águas de março tem sido severo para a infraestrutura regional. De acordo com o Diario de Pernambuco, as fortes chuvas provocaram danos em rodovias estaduais no Agreste, deixando famílias desalojadas e mobilizando equipes de infraestrutura para reparos emergenciais. Segundo a Radioagência Nacional, o risco de deslizamentos de terra em áreas urbanas e quedas de barreiras em rodovias federais permanece alto devido à saturação do solo. Em Natal, trechos da Rota do Sol apresentaram interdições parciais, dificultando o deslocamento de veículos em pontos críticos de alagamento histórico.
A agenda da Defesa Civil nos estados foca na prevenção de tragédias em áreas de risco. De acordo com o portal JC, em Pernambuco, prefeituras como as de Gravatá e Jaboatão dos Guararapes reforçaram o mutirão de limpeza de canais e o monitoramento de encostas. Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), os rios como o Parnaíba continuam em níveis de atenção, com possibilidade de transbordamento em cidades do Piauí e Maranhão. O andamento do monitoramento sugere que a população evite áreas de inundação e não se abrigue debaixo de árvores durante as rajadas de vento.
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Fonte: OpenWeather
O fenômeno está associado a um ciclone extratropical, que se desloca em alto-mar, e a uma massa de ar polar de grande intensidade, pouco comum para março.
Segundo órgão, existe risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas nos locais.
Aviso vermelho prevê até 100 mm de chuva por dia e risco de alagamentos; Defesa Civil orienta população sobre medidas de segurança.
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