Pernambuco, 11 de Abril de 2026

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Uso de maconha é reprovado por 55% dos brasileiros, diz pesquisa

Levantamento da Real Time Big Data revela que a maioria da população ainda associa o consumo da planta a um julgamento de ordem moral.

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11 de abril de 2026 às 16:04   - Atualizado às 16:09

STF aprova marcha da maconha

STF aprova marcha da maconha Foto: Reprodução/SCJ/Marcha da Maconha

Enquanto o debate sobre a descriminalização do porte de drogas avança em tribunais superiores e em diversos países do mundo, a opinião pública brasileira demonstra manter uma postura de forte resistência. Segundo dados de um levantamento da Real Time Big Data, divulgado neste final de semana, 55% dos brasileiros classificam o uso da maconha como "imoral".

O estudo aponta que, para a maioria da população, o consumo da substância não é visto apenas sob a ótica da saúde pública ou da segurança, mas sim através de um filtro de valores éticos e comportamentais. Por outro lado, 35% dos entrevistados afirmaram que não consideram a prática imoral.

Mulheres e idosos lideram a resistência

A pesquisa traz recortes demográficos que ajudam a entender onde a reprovação é mais sólida. O conservadorismo em relação ao tema é mais acentuado entre o público feminino e as gerações mais maduras:

  • Recorte por Gênero: A rejeição é maior entre as mulheres (60%), enquanto entre os homens o índice de reprovação moral cai para 49%.
  • Recorte por Idade: O grupo mais rígido é o de pessoas com mais de 60 anos, onde 82% afirmam que o uso da erva é imoral.

Em contrapartida, a visão "não imoral" ganha força entre os mais jovens, embora ainda não seja majoritária no cômputo geral da amostra.

Percepção Moral sobre a Maconha no Brasil

Perfil Considera Imoral Não considera Imoral
Média Geral 55% 35%
Mulheres 60% 31%
Homens 49% 42%
Idosos (60+) 82% 10%

O impacto no debate legislativo

Para especialistas, o índice de 55% de reprovação moral funciona como um freio político para projetos de lei que visam a legalização ou a regulamentação do mercado de cannabis no Brasil. Com a maioria da população enxergando a questão como um desvio de conduta ética, parlamentares tendem a evitar o desgaste com suas bases eleitorais ao votar pautas relacionadas ao tema.

A pesquisa da Real Time Big Data entrevistou 3.000 pessoas entre os dias 30 de março e 1º de abril de 2026. O levantamento tem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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