Anvisa determina recolhimento imediato de lava-roupas Ypê contaminados por bactéria Pseudomonas aeruginosa. Créditos: Reprodução/Divulgação
Uma notícia que pegou de surpresa milhões de lares brasileiros nesta semana: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento urgente de diversos lotes de lava-roupas líquidos Ypê, uma das marcas mais usadas no país. A contaminação por Pseudomonas aeruginosa foi detectada em análises internas da própria fabricante, a Química Amparo Ltda.
A medida, publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (27/11), suspende imediatamente a fabricação, distribuição, comercialização e uso dos produtos afetados. Não é um caso isolado – a Anvisa tem atuado com frequência para retirar itens de risco das prateleiras, mas este afeta diretamente o dia a dia de quem confia na Ypê para lavar as roupas da família.
Você usa Ypê em casa? Pode ser que o frasco no seu banheiro ou lavanderia faça parte dos lotes problemáticos. A bactéria, comum em ambientes úmidos como água e solo, não representa ameaça grave para a maioria das pessoas saudáveis, mas especialistas alertam para perigos reais em grupos de risco.
Os lotes reprovados incluem linhas populares como Ypê Express, Tixan Ypê e Ypê Power Act. Confira a lista completa divulgada pela Anvisa para verificar imediatamente:
Lava-roupas líquido Ypê Express: lotes 170011, 220011, 228011, 203011, 181011, 169011, 205011 e 176011
Lava-roupas líquido Tixan Ypê (versões Primavera e Maciez): lotes 254031, 193021 e, voluntariamente, 097021
Lava-roupas líquido Ypê Power Act: lotes 190021, 223021 e 228031
A Ypê ampliou o recolhimento por precaução, incluindo o lote extra do Tixan Maciez. Se o número no fundo ou lateral do seu produto bater com esses, pare de usar na hora. A empresa promete troca gratuita via SAC: 0800 1300 544 ou sac@ype.ind.br.
A ação preventiva veio após testes rigorosos da fabricante, que identificou a irregularidade antes de denúncias coletivas. Mas o que essa bactéria faz de tão preocupante em um produto de limpeza?
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria oportunista, resistente a muitos desinfetantes e presente em hospitais, piscinas e solos úmidos. Em pessoas com imunidade forte, causa no máximo irritações na pele ou nos olhos durante o uso normal do lava-roupas – afinal, o produto é diluído em água e não fica muito tempo em contato direto.
Para grupos vulneráveis, porém, o cenário muda. Idosos, crianças pequenas, pacientes em quimioterapia, transplantados ou pessoas com HIV podem enfrentar infecções graves, como pneumonia, infecções urinárias e até septicemia. Estudos apontam que a bactéria está presente em cerca de 10% das infecções hospitalares no Brasil.
Imagine lavar roupas de bebês ou toalhas de idosos com um produto contaminado: o risco é baixo no uso comum, mas justificável o alerta. A Ypê afirma que “o risco é extremamente baixo para a população geral”, mas reforça a necessidade de interromper o uso e trocar o produto.
Autoridades sanitárias locais foram notificadas para fiscalizar supermercados e farmácias, garantindo que os lotes recolhidos saiam de circulação. Consumidores relatam nas redes sociais terem encontrado os produtos ainda à venda em comércios menores – motivo para redobrar a atenção.
A Química Amparo, responsável pela marca, agiu rapidamente: comunicou a Anvisa e o mercado antes mesmo da ordem oficial, ampliando o recolhimento voluntário para 14 lotes. A empresa mantém canais de troca funcionando 24 horas por dia.
Não é a primeira vez que a Anvisa intervém em itens cotidianos. Em 2025, já houve retirada de whey proteins, azeites e cosméticos por irregularidades – reflexo de uma fiscalização mais rigorosa no pós-pandemia. A Ypê, líder de mercado, agora enfrenta o desafio de manter a confiança de milhões de clientes.
Especialistas elogiam a transparência, mas questionam como a contaminação passou pelo controle de qualidade. Problemas em linhas de envase úmidas são apontados como possíveis causas por microbiologistas consultados por portais de notícia.
Enquanto vigilâncias municipais intensificam fiscalizações, a Anvisa monitora o cumprimento das medidas. Quem comprou recentemente deve guardar o comprovante — ele pode ser útil em caso de necessidade futura de comprovação.
Recalls como este lembram por que embalagens têm data de validade e número de lote. Sempre verifique essas informações ao usar produtos de higiene, especialmente em casas com bebês ou idosos. Aplicativos de monitoramento de recalls, como o da própria Anvisa, ajudam a prevenir riscos.
A Ypê tenta reconquistar a confiança dos consumidores com respostas rápidas, mas o episódio expõe fragilidades da cadeia de limpeza doméstica no Brasil, onde 70% das famílias utilizam lava-roupas líquidos diariamente.
Enquanto os lotes desaparecem das prateleiras, famílias revisam produtos nos armários e repensam compras. A lição é clara: itens essenciais exigem atenção. A Anvisa garante que o risco foi controlado, mas cabe ao consumidor agir com rapidez para proteger quem ama. Fique atento às atualizações e mantenha seu lar seguro.
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