Banheiro inaugurado na UERJ. (Foto: Divulgação)
A Prefeitura dos Campi e a Superintendência de Equidade Étnico-racial e de Gênero (Supeerg), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, (UERJ), inauguraram, na última terça-feira, 13 de janeiro, o primeiro banheiro sem gênero da Uerj gerido pela Administração Central.
O espaço, localizado no 10º andar, bloco C, do Pavilhão Reitor João Lyra Filho, campus Maracanã, tem como objetivo atender a todas as pessoas, independentemente de orientação sexual, identidade ou expressão de gênero.
Para a reitora Gulnar Azevedo e Silva, a iniciativa representa um passo importante para o fortalecimento da inclusão e do respeito nos espaços da Universidade.
“É um símbolo de que estamos avançando nessas pautas sociais, com muito cuidado com a diversidade e com os direitos do cidadão”, frisou.
Já o prefeito dos Campi, Rodrigo Pessoa, ressaltou que o plano da administração da Uerj é ampliar a oferta de instalações como essa.
“Pretendemos que este seja o primeiro de muitos que virão, servindo como exemplo para que possamos replicar o modelo em outros andares, com a colaboração das unidades que utilizam os banheiros”, afirmou.
O projeto contou com a parceria de Grassine de Oliveira, docente e doutoranda da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) da Uerj, que contribuiu realizando a arte gravada na parede interna do banheiro, desenvolvida para ambientar e caracterizar o local.
A professora faz parte da comunidade LGBTQIAP+ como pessoa transgênero não-binária e também destacou a importância da iniciativa.
“Ainda existe um caminho longo para introduzir essas questões para a sociedade e a criação desse banheiro é uma forma de cortar caminhos, abrindo portas para pessoas como eu estarem à frente desses projetos”, disse.
Uma estudante da Universidade de Brasília (UnB) foi detida após ofender uma colega que se identifica como pessoa não binária dentro de um banheiro feminino no campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, em novembro de 2025.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, a vítima, de 25 anos, relatou estar em processo de hormonização e afirmou ter entrado no banheiro do Instituto Central de Ciências (ICC) apenas para arrumar o cabelo. No local, foi alvo de insultos como “você não é mulher” e “viado”, proferidos por uma estudante de 23 anos.
A autora das ofensas disse à polícia que estava usando o banheiro quando a outra pessoa entrou e afirmou ter tentado acionar a segurança da universidade. Ela negou ter cometido crime, mas confirmou que tentou impedir o uso do espaço pela colega.
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