TRE quer transferir seções eleitorais de áreas controladas por facções no Rio de Janeiro Foto: SINDESP
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) divulgou na segunda-feira, 29, que articula medidas de segurança para as eleições de 2026. Entre elas, está a transferência de seções eleitorais de áreas controladas pelo crime organizado.
Segundo a Justiça Eleitoral, a articulação visa "garantir eleições tranquilas, seguras e livres de interferências" e combater a influência do crime organizado no processo eleitoral
A iniciativa reúne o TRE-RJ, setores de inteligência das forças de segurança do Estado, Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Procuradoria Regional Federal. Representantes dos órgãos participaram de encontro promovido pelo vice-presidente e corregedor regional eleitoral, Claudio de Mello Tavares. Novos encontros estão previstos para os próximos meses.
Segundo Tavares, a ideia é mudar os locais de votação sem que o eleitor precise se deslocar mais que 1,5 quilômetro de sua residência. "Temos eleitores que votam com medo, tamanha a influência e o poder dos criminosos em algumas áreas do Rio", afirmou.
Para transferir os locais de votação, o órgão deve trabalhar na atualização do mapeamento realizado para as eleições municipais de 2024 e concluir alterações pendentes.
Em outra frente de atuação, o TRE-RJ prevê combater a candidatura de pessoas associadas ao crime organizado ao ampliar o acesso da Justiça Eleitoral a informações sobre candidatos e impedir o registro.
Um levantamento divulgado pelo programa Fantástico, da TV Globo, apontou que facções criminosas, como o o Primeiro Comando da Capital (PCC), tentaram interferir no resultado das eleições em pelo menos 42 cidades do interior do Brasil em maio deste ano.
Um dos casos mais graves ocorreu em João Dias, município do Rio Grande do Norte com pouco mais de 2 mil habitantes, onde o prefeito e o pai dele foram assassinados por um grupo ligado ao PCC.
Francisco Damião de Oliveira, conhecido como Marcelo, era o prefeito de João Dias e tentava a reeleição quando foi executado, em agosto de 2024.
A investigação aponta que o crime foi resultado de uma disputa por poder envolvendo acordos políticos anteriores com traficantes internacionais do PCC.
Segundo a Polícia Civil, o assassinato foi encomendado por Damária Jácome, então vice-prefeita e irmã de Francisco Deusamor Jácome, traficante condenado por tráfico internacional e apontado como ligado a Marcola, chefe do PCC.
Nas eleições de 2020, Marcelo e Damária formaram chapa, mas a aliança terminou em conflito.
De acordo com o delegado Alex Wagner Alves Freire, quatro irmãos da família Jácome, entre eles Deusamor, Leidjan, José Romeu e Samuel, foram condenados por envolvimento com o tráfico internacional de drogas antes de 2019.
Leidjan e Deusamor são apontados como líderes do tráfico no Nordeste, com movimentações superiores a R$ 30 milhões em drogas.
A motivação para o crime teria sido uma tentativa de compra da renúncia de Marcelo. Segundo os investigadores, Deusamor teria oferecido R$ 500 mil para que o prefeito deixasse o cargo. Marcelo renunciou em junho de 2021, seis meses após assumir, e foi substituído por Damária.
Além da influência política, o controle sobre prefeituras atrai facções devido ao volume de recursos públicos envolvidos.
Em 2023, João Dias teve uma receita municipal de R$ 23 milhões, segundo o IBGE, valor que desperta o interesse de grupos criminosos que buscam poder e acesso a verbas públicas.
O relatório ainda revelou que o PCC teria injetado R$ 8 bilhões em apoio a candidaturas municipais somente no estado de São Paulo.
O objetivo desse investimento, segundo as investigações, é a nomeação de aliados em secretaria estratégicas, além de blindagem de atividades ilegais.
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