Vale ressaltar que São Paulo teve um aumento de 46% em 2024 em relação violência militar
13 de janeiro de 2025 às 16:00 - Atualizado às 16:07
Tarcisio e Guilherme Foto: divulgação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o atual secretário de Segurança Pública do Estado não deixará o cargo após denúncias de condutas policiais abusivas.
"Não pretendo fazer mudanças por hora", afirmou o republicano nesta segunda-feira 13 de janeiro, durante agenda no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Questionado sobre o aumento de casos de violência cometida por policiais - crescimento de 46% em 2024 em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério Público - o governador afirmou que estão sendo feitas alterações no treinamento das tropas de rua com um estabelecimento de um novo programa e que excessos não serão tolerados.
"Aqueles que estão se excedendo e não cumprindo os procedimentos estabelecidos serão severamente punidos", disse Tarcísio.
"A ideia é intensificar ações de treinamento, mais aquisição de material de capacitação neuromuscular, ou seja, mais armamento não-letal."
O governador também explicou que está sendo feita uma "reciclagem", com apresentações de casos em que houve abusos por parte dos policiais.
Além disso, Tarcísio foi questionado sobre o caso do estudante de medicina, Marco Aurélio Cardenas Acosta, morto com um tiro disparado pela Polícia Militar.
"Existe um desejo de ver justiça e acho que tem que acontecer. Os responsáveis serão apresentados e irão a julgamento", afirmou.
Estadão Conteúdo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reconheceu que seu discurso na área da segurança pública teve impacto na elevação da violência policial no estado. Em evento na noite de 6 de dezembro, o governador afirmou que quando o direcionamento é errado, as consequências são erradas.
A fala de Tarcísio ocorre em meio a uma série crescente de denúncias de abuso de poder e homicídios cometidos por policiais no estado de São Paulo e registrados em câmeras.
“Os erros que a gente comete têm reflexo. E tem hora que a gente tem que parar para pensar, fazer uma profunda reflexão e ver onde é que nós estamos errando. Por que é que nós estamos errando? Onde é que nós erramos no discurso? E aí eu concordo com a professora Joana, o nosso discurso tem peso. E, às vezes, se a gente erra no discurso, a gente dá o direcionamento errado e a gente traz consequências erradas. E isso é fácil de ser percebido, hoje”, disse em evento no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), na capital paulista.
Tarcísio se referiu à professora Joana Monteiro, coordenadora do Centro de Ciência Aplicada à Segurança Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que havia falado antes dele.
Segundo ela, a retórica das autoridades têm efeito preponderante sobre os policiais e discursos populistas sobre uso da força acabam por se voltar contra a própria tropa.
“O que os senhores falam importa muito, absurdamente. A mensagem que vocês passam para as pessoas e para a tropa tem um efeito, às vezes, muito maior do que qualquer aparelho tecnológico. O policial da ponta é talvez os que mais sofrem com isso. E discursos populistas de que pode-se usar a força unicamente, quem mais sofre com isso é o policial na ponta, porque ele vai cair e quem vai ser responsabilizado criminalmente depois é ele. É a vida dele que vai acabar se isso acontece”, disse.
O governador assumiu ainda que não tem respostas sobre como equilibrar seu discurso para que não pareça um “salvo-conduto” aos policiais e, ao mesmo tempo, garanta que as normas de segurança sejam cumpridas.
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