Presos Foto: Luiz Silveira/ Agência CNJ
Um surto de Covid-19 na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, levou à suspensão temporária das visitas presenciais aos detentos.
A medida foi determinada pela Justiça após a confirmação de 109 casos da doença na unidade prisional, conforme informações divulgadas nesta sexta-feira, 23 de outubro.
O avanço das infecções ocorreu em poucos dias e levou as autoridades a estabelecer medidas para conter a transmissão do coronavírus entre as pessoas privadas de liberdade e os profissionais que trabalham no local.
Em 14 de outubro, 12 detentos haviam testado positivo para a doença. No dia seguinte, 160 presos apresentavam sintomas compatíveis com a Covid-19.
A partir da realização de testes rápidos, foram identificados inicialmente 79 casos confirmados. Com a ampliação da testagem, o número chegou a 109.
Diante do cenário, a Corregedoria dos Presídios determinou providências sanitárias para reduzir o risco de novas infecções e acompanhar a evolução do quadro epidemiológico na unidade.
Entre as medidas estabelecidas estão o isolamento dos detentos diagnosticados com Covid-19, o acompanhamento clínico dos pacientes e o uso de máscaras e equipamentos de proteção individual. Também foram determinadas ações de reforço na limpeza e higienização dos ambientes, além de melhorias na ventilação dos espaços.
Outra providência prevista é o monitoramento diário dos casos suspeitos e confirmados, permitindo acompanhar a evolução das infecções e identificar possíveis novos registros da doença.
A suspensão das visitas presenciais tem como objetivo reduzir a circulação de pessoas na unidade prisional e, consequentemente, diminuir as possibilidades de transmissão do vírus. A retomada dos encontros com familiares dependerá da avaliação das condições sanitárias pelas autoridades responsáveis.
A decisão judicial também estabeleceu um prazo de até 48 horas para a elaboração de um novo relatório sobre a situação epidemiológica da Casa de Prisão Provisória.
O documento deverá reunir informações atualizadas sobre o avanço da doença e a eficácia das medidas adotadas para controlar o surto.
O Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Diretoria-Geral da Polícia Penal de Goiás foram comunicados sobre a situação para acompanhar as providências adotadas na unidade.
Até a divulgação das informações nesta sexta-feira (23), não havia confirmação de casos graves ou de transferências hospitalares motivadas por complicações da Covid-19 entre os presos diagnosticados.
Os detentos infectados permaneciam na própria unidade prisional, sob acompanhamento clínico e medidas de isolamento. A situação continuava sendo monitorada pelas autoridades responsáveis, diante da necessidade de avaliar possíveis mudanças no quadro epidemiológico.
A evolução dos casos será um dos fatores considerados para decidir sobre a manutenção ou a suspensão das restrições. A liberação das visitas presenciais dependerá das condições sanitárias observadas e das orientações das autoridades competentes.
O novo relatório previsto na decisão judicial deverá fornecer subsídios para uma reavaliação da situação e das medidas de prevenção adotadas no presídio.
Enquanto isso, a suspensão temporária das visitas permanece como uma das estratégias para tentar conter a disseminação do coronavírus na CPP de Rio Verde, protegendo tanto os detentos quanto os servidores que atuam na unidade.
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