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Entenda por que SP decidiu fabricar 190 milhões de mosquitos Aedes Aegypti com bactéria

Na cidade de Campinas, uma nova biofábrica especializada na produção em larga escala foi inaugurada na quinta-feira, 2 de outubro.

Gabriel Alves

05 de outubro de 2025 às 15:00

Mosquito aedes aegypti.

Mosquito aedes aegypti. Foto: Fiocruz/Divulgação

A cidade de Campinas, em São Paulo, começou a contar na quinta-feira, 2 de outubro, com uma biofábrica especializada na produção em larga escala de mosquitos infectados com uma bactéria chamada Wolbachia. O recurso biológico inovador é capaz de reduzir significativamente a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

A estrutura, pertencente à empresa Oxitec, foi apresentada à imprensa na quarta (1º), enquanto a inauguração oficial foi na quinta (2).

O complexo tem capacidade para gerar até 190 milhões de mosquitos por semana e se soma a outras iniciativas que utilizam a Wolbachia como ferramenta de saúde pública. A bactéria, encontrada naturalmente em mais da metade dos insetos do planeta, não é prejudicial aos seres humanos nem ao meio ambiente.

Quando inserida no Aedes aegypti, ela atua impedindo que os vírus da dengue, zika e chikungunya se multipliquem dentro do organismo do mosquito. Dessa forma, ainda que o inseto pique uma pessoa infectada, a transmissão da doença para outras pessoas torna-se bastante reduzida.

O método, já testado em cidades brasileiras e em outros países, tem mostrado resultados promissores na contenção de surtos e na diminuição dos índices de infestação. A expectativa é que a nova fábrica em Campinas contribua para ampliar a escala de aplicação da tecnologia e, assim, oferecer uma alternativa sustentável e duradoura no combate a arboviroses que afetam milhões de brasileiros.

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Apesar de pronta para operar, a unidade depende de uma autorização excepcional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que foi solicitada em março deste ano. Até o momento, a empresa não recebeu previsão de resposta. Caso seja aprovada, a estrutura permitirá acelerar a produção e distribuição dos mosquitos, fortalecendo estratégias nacionais de enfrentamento às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Pernambuco: dengue em agosto

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) divulgou no dia 27 de agosto, o Boletim Epidemiológico de Arboviroses Nº 34, com dados referentes às semanas epidemiológicas de 29/12/2024 a 23/08/2025. O levantamento aponta 29.678 casos notificados de dengue, representando uma diminuição de 59% em comparação ao mesmo período do ano anterior no estado.

Até o momento, foram confirmados 7.142 casos de dengue em Pernambuco, incluindo 151 casos graves e 5 óbitos confirmados. O Boletim 34 revela que 113 municípios pernambucanos têm baixa incidência de casos de dengue, 43 localidades apresentam incidência média e 20 apresentam alta incidência.

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