Apesar da Bandeira verde a conta de energia pesará no Bolso dos brasieliros. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A partir desta semana, os consumidores brasileiros começam a sentir o impacto do reajuste nas tarifas de distribuição de energia elétrica. Em primeiro lugar, o aumento autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reflete a recomposição de custos de transmissão e o reajuste inflacionário do último período. De fato, o peso da conta de luz tem se tornado um dos principais vilões do orçamento familiar, especialmente com a maior dependência de dispositivos eletrônicos e climatização.
A mudança no perfil de consumo das famílias, com mais aparelhos conectados simultaneamente, potencializa o valor final da fatura. Além disso, o engenheiro eletricista Joaquim Rolim, consultor de energia da Federação das Indústrias, alerta que muitos aparelhos em modo stand-by e carregadores de alta potência são os "vilões invisíveis" da residência. Nesse sentido, conforme informações do portal G1, o aumento no uso de aparelhos de ar-condicionado devido às altas temperaturas de janeiro contribui para que a fatura chegue até 20% mais cara em comparação ao mês anterior.
Para mitigar o impacto do reajuste, especialistas recomendam uma revisão imediata nos hábitos de uso da energia. Dessa forma, o economista André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV), explica que a substituição de eletrodomésticos antigos por modelos com selo Procel A é a forma mais eficaz de redução a longo prazo. Segundo Braz, em entrevista ao portal Poder360, pequenas mudanças, como evitar o uso de chuveiros elétricos em horários de pico, podem gerar uma economia real de até 15% na conta final.
O sistema de bandeiras tarifárias continua sendo o termômetro que define o custo adicional conforme o nível dos reservatórios. Contudo, embora os níveis das hidrelétricas estejam em patamares estáveis, os encargos setoriais previstos para este ano são elevados. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Consumidores de Energia (Abrace), Rodrigo Ferreira, o custo da energia no Brasil é um dos mais altos do mundo devido à carga tributária e aos subsídios embutidos na tarifa. Conforme a revista Exame, o governo federal estuda medidas para reduzir esses encargos, mas os efeitos práticos ainda não chegaram ao consumidor final.
O cenário para o restante de 2026 exige cautela e planejamento por parte do contribuinte. Portanto, monitorar o medidor de energia e investir em automação residencial básica pode ser o diferencial para evitar surpresas no fim do mês. De acordo com o portal Terra, especialistas do setor projetam que, se não houver um aumento significativo no regime de chuvas nas áreas das principais cabeceiras, novas bandeiras amarelas ou vermelhas podem ser acionadas ainda no primeiro semestre, elevando ainda mais o custo de vida.
Conteúdo produzido com auxílio de IA.
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