Mesmo com meta oficial de déficit zero, projeções fiscais indicam desequilíbrio nas contas públicas do Brasil em 2025 e aumento da pressão sobre a dívida.
Presidente da República, Lula Marcelo Camargo/Agência Brasil
As contas públicas do Brasil em 2025 caminham para um resultado negativo, segundo dados oficiais, relatórios técnicos e projeções de instituições nacionais e internacionais. Apesar de o governo federal manter formalmente a meta de déficit zero na Lei Orçamentária, análises independentes indicam que o país deve encerrar o ano com um rombo significativo, refletindo o desequilíbrio entre receitas e despesas.
De acordo com projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, o déficit primário, resultado das contas públicas antes do pagamento de juros da dívida pode ultrapassar R$ 64 bilhões em 2025. Esse cenário reforça a percepção de que as contas públicas do Brasil em 2025 seguem sob forte pressão, mesmo com esforços declarados de ajuste fiscal.
Os dados parciais de execução divulgados pelo Tesouro Nacional ao longo de 2025 ajudam a explicar esse cenário. O Governo Central, que reúne Tesouro, Previdência Social e Banco Central, vem registrando déficits mensais recorrentes. Em setembro, por exemplo, o saldo negativo foi de aproximadamente R$ 14,5 bilhões, valor que se soma aos resultados negativos de outros meses.
Especialistas em contas públicas explicam que esses déficits mensais acumulados tornam cada vez mais difícil o cumprimento da meta fiscal ao fim do exercício. Na prática, mesmo que haja melhora pontual na arrecadação, o ritmo das despesas obrigatórias como previdência, benefícios sociais e gastos com pessoal, mantém as contas públicas do Brasil em 2025 em trajetória desfavorável.
A legislação orçamentária estabelece para 2025 uma meta de resultado primário zero, com uma margem de tolerância que permite um déficit de até cerca de R$ 31 bilhões. No entanto, analistas destacam que a existência dessa meta não significa que o resultado efetivo será neutro.
Na avaliação de técnicos do mercado e de órgãos independentes, a meta funciona mais como um parâmetro legal do que como um retrato fiel da situação fiscal. As projeções atuais indicam que o resultado final deve ficar abaixo do limite de tolerância, confirmando um déficit mais amplo nas contas públicas do Brasil em 2025.
Além do déficit primário, outro fator de preocupação é o comportamento da dívida pública. Relatórios de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), apontam que a dívida bruta do governo geral deve permanecer elevada em relação ao PIB, limitando a capacidade do Estado de reagir a choques econômicos e de ampliar investimentos.
O aumento do endividamento, combinado a déficits recorrentes, cria um ambiente de maior cautela para investidores e pressiona o debate sobre sustentabilidade fiscal no médio e longo prazo.
Há consenso técnico de que as contas públicas do Brasil em 2025 devem fechar no vermelho, com um déficit primário relevante em termos absolutos. No entanto, especialistas alertam para exageros em comparações históricas. Afirmações como “maior rombo desde o Plano Real” dependem do critério adotado valores nominais, proporção do PIB ou resultado estrutural e ainda não contam com validação oficial definitiva.
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