Restaurante interditado. Foto: Reprodução/ RBS TV.
A Vigilância em Saúde de Porto Alegre interditou, nesta quarta-feira, 20 de agosto, um restaurante tradicional da capital gaúcha após receber denúncias de que clientes teriam passado mal depois de consumir alimentos no local. De acordo com o órgão, três pessoas apresentaram sintomas como náuseas, vômitos, cólicas e diarreia no mesmo dia.
O nome do estabelecimento não foi oficialmente divulgado por causa do sigilo processual, mas apurações da imprensa local apontam que se trata do restaurante Tudo Pelo Social, conhecido pela tradicional à la minuta e localizado no bairro Cidade Baixa. O restaurante não respondeu aos contatos da reportagem até o momento da publicação.
A equipe de fiscalização da Vigilância em Saúde esteve no local e encontrou diversas irregularidades. Durante a inspeção, os agentes inutilizaram cerca de 385 quilos de alimentos que estavam impróprios para consumo. Os produtos apresentavam alteração de cor, odor forte e estavam armazenados de maneira inadequada, com temperaturas fora do padrão exigido pelas normas sanitárias.
Além disso, os fiscais identificaram alimentos de origem animal sem comprovação de procedência e embalagens danificadas. A situação compromete diretamente a segurança alimentar dos clientes e representa risco grave à saúde pública.
A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre divulgou imagens registradas durante a vistoria. As fotos revelam a presença de fezes de roedores em panelas, um dos indicativos mais alarmantes de contaminação. Também foram encontrados utensílios em condições precárias, como uma faca com sinais de ferrugem.
Os fiscais relataram que o sistema de exaustão da cozinha, conhecido como coifa, não funcionava corretamente. As janelas do estabelecimento estavam com frestas abertas e sem telas de proteção, o que facilita a entrada de insetos e outros animais, situação proibida pelas normas sanitárias vigentes.
Do lado de fora do restaurante, uma placa informa que o local estará "fechado hoje e amanhã. Reformas urg", em referência às mudanças exigidas pela Vigilância em Saúde. A liberação para reabertura dependerá da adequação completa da estrutura às normas de higiene e segurança alimentar.
De acordo com o protocolo da vigilância sanitária, a reabertura só poderá ocorrer após uma nova vistoria comprovar que todas as irregularidades foram corrigidas. O processo não tem prazo definido, e a equipe técnica da prefeitura seguirá acompanhando o caso.
As três pessoas que relataram os sintomas após consumirem refeições no restaurante apresentaram os quadros no mesmo dia. A Vigilância em Saúde ainda avalia as notificações para investigar se os sintomas estão diretamente ligados ao consumo dos alimentos oferecidos no local.
Enquanto isso, o caso serve de alerta para a importância da fiscalização sanitária em estabelecimentos de alimentação coletiva. A equipe da Secretaria de Saúde reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio dos canais oficiais da prefeitura, como o telefone 156.
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