Professor agredido por pai de aluna no DF fez churrasco em sala para comemorar eleição de Bolsonaro Foto: Reprodução
Emerson Teixeira, professor de matemática da rede pública de ensino do Distrito Federal que foi agredido dentro de uma sala de aula pelo pai de uma de suas alunas, já havia sido alvo de uma investigação da Corregedoria da Secretaria de Educação do DF em 2018, após divulgar nas redes sociais um vídeo comemorando a vitória de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais.
O registro que motivou a investigação mostrava o docente realizando um churrasco dentro da sala de aula, junto com os alunos, enquanto vestia uma camisa com a mensagem “Bolsonaro Presidente”. Além disso, Teixeira dizia: “Hoje a matemática não é importante”.
Essa não é a única investigação envolvendo o professor. Em junho de 2020, Emerson também foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apurava atos antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
Um professor de matemática da rede pública do Distrito Federal foi agredido na manhã da segunda-feira, 20 de outubro, dentro do Centro Educacional 4 (CED) do Guará. O ataque foi cometido pelo pai de uma aluna, após o educador pedir que a estudante guardasse o celular durante a aula. (veja vídeo abaixo)
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o homem segura o professor pela gola da camisa e desferre diversos socos contra ele. Na sequência, alunos tentam intervir para conter a violência. A própria filha do agressor entra em ação e aplica um mata-leão no pai, conseguindo derrubá-lo no chão e encerrar as agressões.
Em meio à confusão, outros estudantes e um docente auxiliar imobilizam o homem. A jovem, visivelmente abalada, aparece chorando e questionando o motivo da atitude do pai.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar à escola, encontrou a situação já controlada, com os envolvidos separados em diferentes salas. O professor contou que foi atacado com socos e pontapés. Já o agressor afirmou que havia recebido uma mensagem da filha alegando ter sido ofendida verbalmente pelo docente.
Todos foram levados à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde o caso foi registrado como desacato, injúria e lesão corporal. O professor passa bem e a Secretaria de Educação do Distrito Federal acompanha o caso.
Após a repercussão do caso, uma aluna que se diz amiga da adolescente envolvida contou que o professor agredido se autointitula “professor opresso”, nome inclusive de seu canal no YouTube, que já havia sido investigado pela Polícia Federal.
O relato também aponta que ele frequentemente gritava, xingava e colocava os estudantes em situações vexatórias. A adolescente ainda informou que outra estudante precisava usar o celular para conseguir anotar o que estava escrito no quadro, pois não tinha condições de comprar óculos novos.
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